A soja que deixa as lavouras dos associados da C.Vale percorre um caminho que vai muito além do recebimento e da armazenagem. Em Palotina, no Oeste do Paraná, o grão entra em uma estrutura industrial capaz de processar até 3.500 toneladas por dia, transformando a matéria-prima produzida no campo em farelo e óleo e ampliando a agregação de valor dentro da própria cadeia produtiva.
Foi justamente essa etapa do processo que mais de 80 associados da C.Vale puderam acompanhar de perto durante uma visita técnica à esmagadora de soja da cooperativa. A programação reuniu, nos dias 19 e 20 de agosto, integrantes dos Comitês Educativos de Assis Chateaubriand, Maripá, Palotina e Terra Roxa, no complexo agroindustrial de Palotina.
A imersão proporcionou aos participantes uma visão detalhada do funcionamento da unidade, dos processos industriais e dos principais indicadores de desempenho de uma das maiores estruturas de industrialização da cooperativa.
Da lavoura para uma indústria de R$ 1 bilhão
Recepcionados pelo gerente Samuel Rubert e pelo coordenador industrial Messias Felix da Silva, os associados acompanharam explicações sobre as etapas de processamento e conheceram números que ajudam a dimensionar a operação.
Inaugurada em novembro de 2023, durante as comemorações dos 60 anos da C.Vale, a esmagadora representou um investimento de R$ 1 bilhão.
A estrutura ocupa 12 hectares do parque industrial e possui 55 mil metros quadrados de área construída. Outro componente importante da logística é o estacionamento pavimentado, com 56 mil metros quadrados e capacidade para 240 carretas.
A dimensão da unidade acompanha o ritmo necessário para transformar grandes volumes de matéria-prima. A capacidade instalada chega a 3.500 toneladas de soja por dia, aproximadamente 60 mil sacas.
Quase 1 milhão de toneladas processadas em 2025
Os números de 2025 revelam a escala alcançada pela operação. Ao longo do ano, a esmagadora industrializou 984.012 toneladas de soja, volume equivalente a aproximadamente 16,4 milhões de sacas.
Para manter esse fluxo de processamento, a indústria recebeu, em média, 100 carretas de soja por dia.
A transformação do grão resultou em 739.589 toneladas de farelo de soja. Parte significativa desse volume permanece dentro do próprio sistema produtivo da cooperativa: 30,2% foram destinados às fábricas de ração da C.Vale.
Considerando a comercialização do farelo produzido, 89% tiveram como destino o mercado interno e 11% foram exportados.
A indústria também comercializou 199.359 toneladas de óleo degomado, produto destinado principalmente à fabricação de biodiesel.
Agregação de valor
Mais do que apresentar instalações e equipamentos, a visita aproximou os produtores de uma etapa estratégica da cadeia que começa nas propriedades rurais e avança para a industrialização.
“A visita permitiu aos associados conhecer de perto uma das principais estruturas de industrialização da cooperativa e compreender como a tecnologia e a eficiência operacional contribuem para agregar valor à produção de soja e fortalecer a cadeia produtiva da C.Vale”, destacou Samuel Rubert.
A integração entre produção agrícola, processamento industrial, fabricação de rações e comercialização permite que parte da soja recebida pela cooperativa seja transformada antes de chegar aos mercados consumidores.
Para os integrantes dos Comitês Educativos, conhecer a operação por dentro também amplia a compreensão sobre o destino da produção entregue à cooperativa e sobre os investimentos realizados para avançar na industrialização.
Com capacidade para movimentar milhares de toneladas diariamente, a esmagadora evidencia uma transformação cada vez mais presente no agronegócio regional: o valor da soja não termina na porteira. Ele continua sendo construído na indústria, na logística e na conexão entre diferentes elos da cadeia produtiva.





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