A mobilização de trabalhadoras terceirizadas dos serviços de limpeza em frente ao Paço Municipal de Palotina ganhou um importante espaço de diálogo nesta quarta-feira (9). Diante da reivindicação por salários e vale-alimentação em atraso, o prefeito Rodrigo Ribeiro conversou diretamente com as profissionais, ouviu as demandas e explicou as medidas que estão sendo adotadas para buscar a regularização dos pagamentos.
As trabalhadoras são vinculadas à WMA, empresa contratada pelo Município para a prestação dos serviços terceirizados. Segundo o prefeito, a Prefeitura efetuou os pagamentos devidos à empresa dentro dos prazos estabelecidos no contrato, porém os recursos não teriam sido posteriormente repassados às profissionais.
O atraso atingiu diretamente trabalhadoras que dependem da remuneração mensal para cumprir compromissos familiares, situação que levou o grupo a se mobilizar em frente à sede da Prefeitura.
Prefeito reconhece direito das trabalhadoras
Ao conversar com o grupo, Rodrigo Ribeiro reconheceu a legitimidade da reivindicação e ressaltou que as profissionais devem receber pelos serviços prestados.
“Elas são merecedoras do salário porque trabalham para isso e estão reivindicando seus direitos”, afirmou.
A presença do prefeito junto às trabalhadoras também permitiu que as profissionais recebessem diretamente informações sobre os procedimentos em andamento. Em um momento de incerteza provocado pelo atraso dos pagamentos, o diálogo serviu para esclarecer quais medidas já foram adotadas e quais etapas ainda precisam ser cumpridas.
Além de reconhecer a importância do serviço realizado pelas terceirizadas, Ribeiro destacou os impactos que a falta do salário e do vale-alimentação provoca no orçamento das famílias.
Pagamentos dependem de procedimentos judiciais
De acordo com as informações apresentadas pelo prefeito, o Município recorreu à Justiça para viabilizar o pagamento dos valores às trabalhadoras.
O procedimento está sendo realizado gradualmente pela Caixa Econômica Federal, seguindo autorizações judiciais. Conforme explicou Rodrigo Ribeiro, as transferências são processadas manualmente. Parte das profissionais já recebeu os valores, enquanto outros pagamentos ainda estão em processamento.
A situação exige acompanhamento porque envolve uma relação contratual entre o Município e a empresa prestadora dos serviços, além das obrigações trabalhistas da contratada com seus funcionários.
Segundo a versão apresentada pela Administração Municipal, os pagamentos previstos no contrato foram feitos à WMA, mas não chegaram regularmente às trabalhadoras. O Município afirma que, diante do problema, adotou medidas judiciais para tentar assegurar que os recursos cheguem às profissionais.
Novo processo licitatório está em andamento
Paralelamente às providências relacionadas aos pagamentos atrasados, Rodrigo Ribeiro informou que a Prefeitura está conduzindo um novo processo licitatório para contratação de outra empresa responsável pelos serviços terceirizados.
A medida busca garantir a continuidade dos trabalhos e estabelecer uma nova contratação para a prestação dos serviços ao Município.
O episódio também chama atenção para a importância da fiscalização dos contratos de terceirização e, principalmente, para os efeitos que eventuais descumprimentos das obrigações trabalhistas provocam sobre quem está na ponta do serviço.
Diálogo para enfrentar um problema que atinge famílias
Ao deixar o gabinete e conversar pessoalmente com as trabalhadoras mobilizadas, Rodrigo Ribeiro abriu um canal direto para explicar a situação e ouvir quem enfrenta os efeitos concretos do atraso. A iniciativa não elimina as obrigações pendentes, mas permite maior transparência sobre as providências adotadas e sobre os limites administrativos e judiciais envolvidos no processo.
Para as profissionais, a prioridade permanece sendo a regularização integral dos salários e benefícios. Para a Administração Municipal, o desafio agora é acompanhar os procedimentos judiciais até que os pagamentos pendentes sejam concluídos e avançar no novo processo de contratação.
Enquanto os valores continuam sendo processados, a mobilização desta quarta-feira colocou no centro do debate uma questão essencial: quem trabalha precisa receber em dia. E, diante de um problema que afeta diretamente o sustento das famílias, informação, acompanhamento e diálogo tornam-se fundamentais até que a situação seja efetivamente solucionada.

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