Produzir mais já não é o único desafio da piscicultura moderna. Em um mercado cada vez mais atento à origem dos alimentos, a forma como o peixe chega até a indústria e, posteriormente, ao consumidor tornou-se parte importante da competitividade da cadeia. É nesse cenário que a C.Vale conquistou, pelo terceiro ano consecutivo, a recertificação em sustentabilidade para sua produção de tilápias.
A auditoria que resultou na manutenção do reconhecimento foi realizada entre 31 de julho e 13 de agosto e alcançou 22 propriedades de produtores integrados, distribuídas por nove municípios.
Durante o processo, foram analisados aspectos relacionados à sustentabilidade ambiental e social das propriedades. Pelo terceiro ano seguido, os piscicultores ligados à cooperativa atenderam aos requisitos estabelecidos pela Aquaculture Stewardship Council (ASC).
Da propriedade à indústria, uma cadeia sob avaliação
A certificação estabelece critérios que abrangem diferentes etapas e práticas da atividade aquícola. Entre os pontos considerados estão boas práticas de produção, responsabilidade ambiental, bem-estar social e melhoria contínua.
Na prática, manter o reconhecimento exige que os padrões sejam incorporados à rotina produtiva. Para a C.Vale, o resultado da nova auditoria evidencia especialmente a participação dos produtores integrados na construção desse processo.
O gerente de piscicultura da cooperativa, Paulo Poggere, destacou justamente o papel dos piscicultores na conquista.
“Nosso reconhecimento aos produtores da C.Vale, que fazem parte fundamental dessa conquista e demonstram, diariamente, seu compromisso com uma aquicultura cada vez mais responsável e sustentável”, afirmou.
Sustentabilidade ganha peso na competitividade
A recertificação também coloca em evidência uma transformação que ocorre no agronegócio: sustentabilidade, rastreabilidade e padrões produtivos passaram a integrar as exigências de mercados e consumidores.
Na piscicultura, isso significa olhar para a produção de maneira integrada. Não basta observar apenas desempenho zootécnico ou volume produzido. Questões ambientais, sociais e de gestão também passam a compor os parâmetros utilizados para avaliar a cadeia.
A manutenção da certificação por três anos consecutivos indica continuidade no cumprimento dos requisitos avaliados e exige alinhamento entre produtores, assistência técnica, produção e indústria.
Certificação fortalece credibilidade da tilápia
Para o gerente do abatedouro de peixes da C.Vale, Jair De Sordi, a recertificação representa também um ativo de credibilidade para toda a estrutura produtiva ligada à cooperativa.
“Ela confirma nossa capacidade de atender aos critérios mais exigentes do mundo para comercializar carne de tilápia”, avalia.
O reconhecimento ganha importância em uma atividade na qual padrões de produção podem representar diferenciais para acessar mercados mais exigentes.
Ao manter os produtores dentro dos requisitos da ASC pelo terceiro ano consecutivo, a C.Vale associa sua cadeia de tilápias a parâmetros internacionais de produção responsável.
Produtor integrado é peça central
Os números da auditoria ajudam a dimensionar o trabalho realizado no campo: foram 22 propriedades em nove municípios, todas inseridas em um processo que precisa manter padrões comuns mesmo diante das particularidades de cada unidade produtiva.
Nesse modelo, o produtor integrado ocupa posição estratégica. É dentro das propriedades que boa parte dos requisitos precisa sair dos protocolos e transformar-se em práticas cotidianas.
Por isso, a recertificação não representa apenas um reconhecimento institucional para a cooperativa. Ela reflete diretamente o trabalho desenvolvido pelos piscicultores que fazem parte da cadeia.
Tilápia além da porteira
A conquista pelo terceiro ano consecutivo mostra como a piscicultura vem incorporando conceitos já decisivos em outras cadeias do agronegócio. Eficiência, responsabilidade socioambiental, qualidade e acesso a mercados passam a caminhar juntos.
Para a C.Vale, a recertificação reforça a credibilidade da cadeia desde as propriedades integradas até o processamento industrial. Para os produtores, representa a continuidade de um modelo no qual produzir tilápia significa também atender parâmetros capazes de posicionar o pescado diante de mercados cada vez mais criteriosos.
No agro contemporâneo, a qualidade de um alimento começa muito antes de ele chegar à mesa. Na piscicultura, começa na água, passa pelo manejo dentro da propriedade e segue por toda a cadeia. A terceira certificação consecutiva mostra que esse caminho também pode se transformar em diferencial competitivo.

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