O emaranhado de fios e cabos que se acumula nos postes e já não possui qualquer utilização entrou na pauta do poder público de Palotina. A Secretaria Municipal de Administração reuniu representantes da Copel e de empresas que utilizam de forma compartilhada a infraestrutura de postes para discutir os procedimentos necessários à identificação e retirada desses materiais.
A iniciativa está relacionada ao cumprimento da Lei Municipal nº 6.958/2025, que estabelece a obrigatoriedade da remoção de dispositivos inservíveis instalados em postes e torres existentes nas vias e logradouros públicos do município.
O encontro teve como objetivo alinhar responsabilidades e procedimentos entre o Município, a concessionária responsável pela infraestrutura e as empresas que utilizam os postes para instalação de suas redes.
Menos fios sem uso nos postes
Durante a reunião, foram debatidas ações para identificar fios, cabos e outros equipamentos que permaneceram instalados mesmo depois de perderem sua finalidade.
A retirada desse material busca contribuir para uma infraestrutura mais organizada, além de reduzir situações que possam comprometer a segurança e melhorar o aspecto visual das ruas de Palotina.
O trabalho envolve diferentes empresas porque um mesmo poste pode ser compartilhado por redes de energia elétrica e serviços de telecomunicações, exigindo identificação adequada antes da retirada de qualquer estrutura.
Empresas participam da discussão
Participaram da reunião representantes das empresas Opção Net, Qi Informática, ZN Internet, Ynovanet, Ligga Telecom e Ampernet, além da Copel. Pela Prefeitura de Palotina estiveram presentes o secretário municipal de Administração, Hederson Giacomini, e os fiscais Denilson Busatta e Fábio Inocente.
A Copel foi representada por Kelly de Lima, analista de negócios de Toledo; André Locatelli, gerente da companhia em Marechal Cândido Rondon; e Wériton Tondo, supervisor de compartilhamento.
Lei estabelece retirada
A mobilização tem como referência a legislação municipal aprovada em 2025. A norma determina a retirada de dispositivos considerados inservíveis instalados na infraestrutura existente nos espaços públicos.
Na prática, a atuação conjunta deverá permitir que cada empresa identifique os equipamentos sob sua responsabilidade e adote os procedimentos necessários para regularização da fiação.
Além do cumprimento da legislação, a medida pretende enfrentar um problema cada vez mais perceptível nos centros urbanos: o acúmulo de cabos antigos ou desativados à medida que novas redes são implantadas.
Segurança e organização da cidade
Para a Administração Municipal, a participação das empresas é fundamental para que o processo seja realizado de maneira coordenada e segura, respeitando as responsabilidades de cada prestadora de serviço.
“Nosso objetivo é colocar em prática o que determina a legislação e, principalmente, organizar essa infraestrutura de maneira responsável e segura. Existem cabos e equipamentos que deixaram de ser utilizados e continuam ocupando os postes. Estamos dialogando com a Copel e com as empresas para que cada uma identifique o que está sob sua responsabilidade e faça a retirada do material inservível. É um trabalho conjunto que contribui para a segurança, para a organização urbana e também para melhorar o aspecto visual da nossa cidade”, destaca Giacomini.
Trabalho conjunto
A reunião representa uma etapa de alinhamento entre o poder público, a Copel e as prestadoras de serviços de telecomunicações. A partir da identificação das estruturas sem utilização, a expectativa é de que sejam adotadas as providências previstas na legislação municipal.
Com a iniciativa, Palotina busca avançar no ordenamento da infraestrutura instalada nos espaços públicos, conciliando a expansão dos serviços de telecomunicações com segurança, organização e cuidado com a paisagem urbana.



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