O Oeste do Paraná ganhou espaço de destaque na corrida pelo Palácio Iguaçu. Edson Vasconcelos, de Cascavel, foi escolhido candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Sérgio Moro (PL) para as Eleições de 2026, levando para a disputa estadual um nome construído principalmente fora da política eleitoral e com forte atuação no setor produtivo.
Empresário, engenheiro civil e presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Vasconcelos chega à chapa majoritária em sua primeira disputa por um cargo eletivo.
A composição coloca ao lado de Moro um representante do setor empresarial e industrial e, ao mesmo tempo, amplia a presença política do Oeste paranaense em uma eleição que mobilizará diferentes regiões do Estado.
Da iniciativa privada para as urnas
A trajetória de Edson Vasconcelos está diretamente relacionada ao ambiente empresarial. Segundo informações divulgadas em reportagem pelo perfil no Facebook Braganotícias, ele atua nos setores de construção civil, incorporação imobiliária, hotelaria e energia renovável. É sócio da Vasto Engenharia e da Toledo Energias Renováveis.
Sua formação também acompanha esse perfil. Além de engenheiro civil, possui MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e MBA em Negócios Internacionais pela Ohio University.
A entrada na disputa pelo Governo do Paraná representa, portanto, uma mudança de ambiente: das entidades representativas e da gestão empresarial para uma campanha eleitoral em escala estadual.
Associativismo abriu espaço para projeção estadual
Antes de ingressar na disputa eleitoral, Vasconcelos construiu parte importante de sua projeção pública por meio do associativismo empresarial.
Ele assumiu a presidência da Fiep para o quadriênio 2023–2027, estando licenciado da função em razão da atuação política.
Também teve participação em entidades como o Sinduscon de Cascavel e no Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Cascavel, experiências que o aproximaram de discussões relacionadas à infraestrutura, indústria e planejamento econômico.
Essa trajetória ajuda a explicar o perfil que sua candidatura deverá explorar durante a campanha.
Economia no centro do discurso
Na chapa de Moro, Vasconcelos é apresentado como um nome de perfil técnico, especialmente ligado à atividade produtiva. A expectativa é de que sua atuação durante a campanha tenha entre seus principais eixos temas como desenvolvimento econômico, industrialização, geração de empregos, infraestrutura e crescimento do Paraná.
A escolha também permite à chapa estabelecer interlocução mais direta com empresários, entidades representativas e setores produtivos.
Ao mesmo tempo, a condição de estreante em eleições coloca Vasconcelos diante de um desafio diferente daquele encontrado no ambiente empresarial: transformar reconhecimento institucional em presença eleitoral perante um público muito mais amplo.
Oeste ganha representante na chapa
Politicamente, a origem cascavelense do candidato a vice também chama atenção. Cascavel exerce papel estratégico na economia do Oeste do Paraná e mantém influência regional especialmente nos setores de serviços, indústria, construção, comércio e agronegócio.
A presença de Vasconcelos na chapa pode funcionar como uma ponte entre a candidatura estadual e uma região que concentra importantes municípios e uma parcela expressiva da atividade econômica paranaense.
Em uma eleição estadual, a composição de uma chapa majoritária costuma considerar não apenas os perfis individuais dos candidatos, mas também fatores como representatividade regional, capacidade de articulação, diálogo com segmentos econômicos e complementaridade política.
Nesse aspecto, a escolha de um empresário de Cascavel acrescenta à candidatura um componente territorial e econômico.
Experiências diferentes na mesma chapa
A composição reúne trajetórias distintas. De um lado, Sérgio Moro chega à eleição depois de experiências no Judiciário, no Ministério da Justiça e no Senado. Do outro, Edson Vasconcelos construiu sua carreira principalmente na iniciativa privada e no associativismo empresarial.
Essa diferença tende a ser explorada pela campanha como uma combinação entre experiência política e conhecimento do setor produtivo.
O desafio será transformar essa complementaridade em propostas capazes de alcançar um eleitorado marcado por realidades bastante distintas — da Região Metropolitana de Curitiba aos grandes polos do interior, passando pelos municípios agrícolas e industriais.
Primeira eleição, disputa de grande dimensão
Para Vasconcelos, a estreia eleitoral acontece diretamente em uma das maiores disputas do Estado. Sem passagem anterior por cargo eletivo, ele inicia sua trajetória nas urnas como integrante de uma chapa majoritária ao Governo do Paraná.
A partir do início oficial da campanha, a exposição tende a aumentar. Além de apresentar o candidato a governador, as chapas precisarão tornar seus candidatos a vice conhecidos e explicar ao eleitor qual papel cada um pretende desempenhar em um eventual governo.
No caso de Edson Vasconcelos, a aposta estará especialmente em sua experiência administrativa e empresarial.
Com a presença de um nome de Cascavel na chapa, o Oeste também passa a acompanhar a corrida pelo Palácio Iguaçu sob uma perspectiva própria. Em uma eleição na qual alianças regionais podem ter peso importante, a escolha do vice mostra que a geografia política também entra na estratégia.
A campanha de 2026 começa, assim, com Moro e Vasconcelos tentando transformar trajetórias bastante diferentes em uma mesma mensagem eleitoral e com o setor produtivo e o desenvolvimento econômico ocupando espaço importante nessa construção.

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