Palotina amanheceu nesta quarta-feira (12) sob o peso da despedida de um dos profissionais que ajudaram a construir a história da comunicação do município. O jornalista Vanildo Cardoso dos Santos deixa uma trajetória marcada pela informação, pela fotografia, pela assessoria de imprensa e, sobretudo, pela relação próxima com a comunidade.
O reconhecimento à sua importância ultrapassou as homenagens pessoais. Por meio do Decreto nº 11.943, publicado no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira, o prefeito Rodrigo Ribeiro declarou luto oficial de três dias ininterruptos em Palotina pelo falecimento de Vanildo, identificado no documento como assessor de imprensa do município.
Mais do que uma formalidade administrativa, o decreto traduz um sentimento que tomou conta da cidade: a perda de um profissional que durante décadas esteve atrás das notícias, das fotografias e dos registros que ajudaram a preservar a memória de Palotina.
Uma vida dedicada à comunicação
Vanildo Cardoso construiu uma carreira marcada pela dedicação ao jornalismo e à comunicação. Sua passagem pela Folha de Palotina foi especialmente significativa. Nas páginas do jornal, participou do registro de acontecimentos, personagens e histórias que marcaram diferentes períodos do município e da região.
Também atuou em assessorias de imprensa de instituições importantes da comunidade, entre elas a ACIPA, o Avenida Tênis Clube (ATC), o Sindicato Rural Patronal, além de outras entidades e segmentos representativos de Palotina.
Na Câmara Municipal, também teve uma passagem importante, contribuindo durante anos para a comunicação do Legislativo e para a divulgação das ações dos vereadores junto à população.
O jornalista que também preservava memórias
Vanildo tinha uma característica que o diferenciava: não apenas noticiava os acontecimentos, mas ajudava a preservar a memória de quem fazia parte deles.
Em seu trabalho jornalístico, registrou histórias de pioneiros, autoridades, empresários, produtores rurais, lideranças comunitárias e personagens anônimos. Por meio de textos e fotografias, ajudou a construir um verdadeiro arquivo afetivo de Palotina.
Seu olhar fotográfico também se tornou parte dessa história. Muitas das imagens produzidas por Vanildo ao longo dos anos permanecerão como documentos de uma época e como retratos de uma cidade em constante transformação.
Era uma forma de fazer jornalismo que ia além da notícia do dia: registrar o presente para que ele pudesse ser lembrado no futuro.
Uma presença constante na vida de Palotina
Ao longo de sua carreira, Vanildo esteve presente em acontecimentos econômicos, políticos, sociais, esportivos, culturais e comunitários. Seu trabalho acompanhou diferentes gerações e ajudou a aproximar instituições, lideranças e população por meio da informação.
Mas talvez seu maior legado esteja justamente na maneira como exercia a profissão.
Carismático, humilde e sempre disposto a ouvir, Vanildo construiu relações que ultrapassaram o ambiente profissional. Para muitos, era mais do que o jornalista que chegava para registrar uma pauta: era o amigo, o colega e o profissional que tratava cada história com respeito.
Um legado que permanece
A morte de Vanildo deixa uma lacuna na imprensa de Palotina. Mas também deixa um acervo de histórias, imagens, personagens e acontecimentos que ajudam a contar quem foi Palotina nas últimas décadas.
O luto oficial decretado pelo município representa também uma homenagem à profissão que Vanildo exerceu com dedicação: a de transformar acontecimentos em memória e dar visibilidade às pessoas que fazem a cidade acontecer.
Seu legado não está apenas nos textos publicados, nas fotografias produzidas ou nas instituições onde trabalhou. Está também na lembrança daqueles que conviveram com sua presença tranquila, seu jeito simples, seu carisma e sua humildade.
A imprensa de Palotina perde um profissional. A cidade perde um de seus contadores de histórias.
E quando as páginas do jornal deixam de registrar a presença de alguém, são justamente as histórias que essa pessoa ajudou a contar que permanecem para mantê-la viva na memória coletiva.
Vanildo Cardoso parte, mas deixa um capítulo importante escrito na história da comunicação de Palotina.
Velório
O corpo de Vanildo Cardoso está sendo velado na Capela Bom Jesus, localizada na Rua Floriano Peixoto, nº 989, Centro, em Ubiratã (PR). O sepultamento será às 14h desta quarta-feira (12).
Familiares, amigos, colegas de profissão e integrantes da comunidade prestam as últimas homenagens ao jornalista, que deixa como principal legado uma vida dedicada à comunicação e à construção da memória de Palotina e região.

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