A Geração Z, nascida entre 1997 e 2012, entrou no mercado de trabalho durante a pandemia e enfrenta desafios para se manter nos empregos. Segundo a Resume Genius, 60% dos empregadores demitiram jovens dessa geração em 2024. Esses profissionais, que cresceram imersos na tecnologia e valorizam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, têm um perfil que muitas vezes colide com as expectativas tradicionais do mercado. Além disso, a falta de estabilidade no trabalho pode ter gerado ceticismo quanto às carreiras convencionais.
Veja os principais pontos que a pesquisa encontrou:
Falta de motivação: mais do que parece
A aparente falta de motivação entre os jovens da Geração Z pode ser um reflexo do que testemunharam em suas famílias durante a pandemia. A instabilidade no mercado de trabalho, com demissões e cortes, fez com que muitos desenvolvessem ceticismo em relação a carreiras que não oferecem garantias ou recompensas claras pelo esforço. De acordo com a Deloitte, essa geração valoriza empresas que demonstram responsabilidade social e se preocupam com o bem-estar de seus funcionários. Assim, o desinteresse pode ser, na verdade, uma reação a um sistema que não proporciona a segurança desejada.
Comunicação diferente: barreira ou adaptação?
Embora a Geração Z seja nativa digital, isso não significa que eles dominam a comunicação em ambientes corporativos formais. Acostumados com mensagens rápidas e informais, muitos desses jovens entraram no mercado de trabalho durante a pandemia, período em que o distanciamento físico era a norma. Isso criou uma lacuna em suas habilidades de interação interpessoal no local de trabalho. Como resultado, sua forma de comunicação muitas vezes é mal interpretada, gerando a percepção de desinteresse ou falta de engajamento, mesmo quando estão envolvidos no que fazem.
Prioridades diferentes: equilíbrio entre vida pessoal e trabalho
Ao contrário das gerações anteriores, que viam o sucesso atrelado ao sacrifício de tempo e dedicação extrema, a Geração Z valoriza o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Em uma pesquisa da Deloitte, 50% dos entrevistados dessa geração destacaram essa prioridade ao escolher um emprego. Eles não estão dispostos a tolerar ambientes tóxicos ou a sacrificar sua saúde mental por uma carreira. Isso cria um choque com as empresas, que muitas vezes esperam um nível de dedicação que os jovens não estão dispostos a oferecer.