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Terça-feira, 02 de Junho 2026
Comissão de Justiça explica emenda que alterou projeto do PSS da Assistência Social
Política

Comissão de Justiça explica emenda que alterou projeto do PSS da Assistência Social

Presidente da comissão, vereadora Nissandra Karsten, afirma que decisão teve caráter técnico e buscou adequar contratações temporárias às exigências legais previstas para Processos Seletivos Simplificados

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A aprovação de uma emenda supressiva ao Projeto de Lei do Executivo Municipal que autoriza a abertura de um Processo Seletivo Simplificado (PSS) para a área da Assistência Social foi um dos temas que mais repercutiram na sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Palotina realizada na última segunda-feira (1º).

Diante dos questionamentos surgidos após a votação, a reportagem do Megazine News entrou em contato com a presidente da Comissão de Justiça da Câmara, vereadora Nissandra Karsten (PP), para esclarecer os motivos que levaram à apresentação da emenda que retirou do projeto os cargos de Educador Social e Entrevistador Social, mantendo apenas as vagas destinadas aos Cuidadores Sociais do Centro Dia da Pessoa Idosa.

O projeto encaminhado pelo Executivo previa a contratação temporária de profissionais para três áreas consideradas estratégicas dentro do Sistema Único de Assistência Social (SUAS): Cuidadores Sociais para atuação no Centro Dia da Pessoa Idosa; Educadores Sociais para a Casa de Passagem e o serviço de Abordagem Social; e Entrevistador Social para reforçar os atendimentos do Cadastro Único (CadÚnico).

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Segundo Nissandra Karsten, a análise realizada pela Comissão de Justiça teve como foco a legalidade da forma de contratação proposta e não a relevância das funções desempenhadas pelos profissionais. De acordo com a vereadora, a legislação estabelece critérios específicos para a utilização do PSS, que deve ser aplicado apenas em situações excepcionais e temporárias. Ela destacou que cargos de natureza permanente devem, prioritariamente, ser preenchidos por meio de concurso público.

“Tivemos a entrada de um projeto de lei na Câmara com vários cargos direcionados à Casa de Passagem, ao CRAS e ao Centro Dia. Essa criação de cargos estava vinculada exclusivamente à abertura de um PSS, que é uma contratação excepcional. Para esse tipo de contratação existem regras e justificativas específicas. Funções permanentes devem ser prioritariamente contratadas via concurso”, explicou.

A presidente da Comissão de Justiça ressaltou ainda que órgãos de controle, como o Tribunal de Contas, possuem entendimento consolidado sobre o uso dos processos seletivos simplificados. “O Tribunal de Contas deixa muito claro que o PSS não pode ser uma burla ao concurso público nem servir para suprir falta de planejamento da administração, sob pena de responsabilização. Com base nesses critérios legais, a comissão entendeu que apenas os cargos destinados ao Centro Dia atendiam às condições exigidas para contratação temporária”, afirmou.

Segundo ela, a implantação recente do Centro Dia da Pessoa Idosa justificaria a contratação excepcional dos cuidadores sociais. Já os cargos de Educador Social e Entrevistador Social estão vinculados a serviços permanentes da estrutura municipal, razão pela qual foram retirados do projeto por meio da emenda supressiva.

Nissandra enfatizou que a decisão não representa oposição à criação dos cargos ou às atividades desenvolvidas pelos profissionais. “Não há nada contra os cargos ou contra a importância dessas funções. O que está sendo discutido é exclusivamente a forma de contratação. Não somos contra os cargos; somos contra a contratação por PSS quando ela não atende aos critérios legais”, destacou Nissandra.

Após a aprovação da emenda, os vereadores também aprovaram o projeto já com as alterações incorporadas, permitindo a contratação dos profissionais destinados ao Centro Dia da Pessoa Idosa. A vereadora observou ainda que a administração municipal poderá buscar outras alternativas para suprir as demandas dos serviços permanentes, como a realização de concursos públicos ou estudos sobre outras formas de contratação previstas em lei.

Por fim, a presidente da Comissão de Justiça reforçou que o posicionamento adotado durante a tramitação da matéria teve caráter estritamente técnico. “Não se trata de um voto político. Trata-se de uma decisão baseada em critérios legais, em jurisprudências do Tribunal de Contas e em situações semelhantes já registradas em municípios da região. O objetivo foi garantir segurança jurídica ao processo e respeito às normas que regem a administração pública”, concluiu.

Vereadora Nissandra Karsten explicou à reportagem do Megazine News que a emenda supressiva aprovada pela Câmara teve como objetivo adequar o projeto de contratação temporária às exigências legais previstas
Vereadora Nissandra Karsten explicou à reportagem do Megazine News que a emenda supressiva aprovada pela Câmara teve como objetivo adequar o projeto de contratação temporária às exigências legais previstas
FONTE/CRÉDITOS: Megazine News
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Assessoria - Câmara

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