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Sábado, 14 de Fevereiro 2026
Chinelo desenvolvido pela UFMG promete afastar o mosquito Aedes aegypti por até quatro meses

Saúde

Chinelo desenvolvido pela UFMG promete afastar o mosquito Aedes aegypti por até quatro meses

Inovação criada pela startup InnoVec utiliza material têxtil repelente que protege o usuário e o ambiente contra dengue, zika, chikungunya e malária

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Uma inovação desenvolvida na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promete reforçar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, além do Anopheles darlingi, vetor da malária. Trata-se de um chinelo revestido com um material têxtil repelente, capaz de criar uma zona de proteção prolongada no ambiente onde é utilizado.

A tecnologia foi desenvolvida pela startup InnoVec, criada a partir de pesquisas da UFMG, e recebeu o nome de Repeltex®️. O material pode ser aplicado não apenas em calçados, mas também em tecidos e superfícies como roupas, cortinas e mochilas. Segundo os pesquisadores, uma única aplicação é capaz de manter a ação repelente por até quatro meses.

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Testes realizados no Brasil e na Tanzânia apontaram eficácia de 74% contra o Aedes aegypti e de 84% contra o Anopheles darlingi. Diferentemente dos repelentes tópicos tradicionais, que precisam ser aplicados diretamente na pele e têm efeito por poucas horas, o Repeltex® atua por meio da liberação contínua de moléculas no ar, formando uma “nuvem” protetora que impede a aproximação dos mosquitos e beneficia também quem está ao redor.

De acordo com Álvaro Eiras, sócio-fundador da InnoVec, o objetivo da tecnologia é ampliar a proteção para além do indivíduo. “Nosso objetivo é proteger não apenas a pessoa, mas também o ambiente doméstico de forma contínua e segura, reduzindo o risco de transmissão de doenças”, afirma.

O desenvolvimento do tecido repelente ocorreu entre 2016 e 2019 na UFMG. Nesse período, foram realizados experimentos laboratoriais e de semicampo para avaliar a eficácia do princípio ativo e seus efeitos sobre o comportamento dos mosquitos. Para o protótipo inicial, foi utilizado um tecido à base de sisal, uma fibra vegetal de baixo custo e fácil acesso, capaz de absorver o produto e liberá-lo de forma controlada. Segundo os pesquisadores, o repelente é atóxico nas concentrações utilizadas.

Além dessa inovação, a UFMG também já participou de outras pesquisas voltadas ao controle do mosquito, como o desenvolvimento de um larvicida para aplicação em bueiros e um dispositivo químico ativado por radiação solar.

A expectativa é que o Repeltex®️, solução nacional e de longa duração, esteja disponível no mercado em breve, ampliando as ferramentas de prevenção contra doenças transmitidas por mosquitos, especialmente em regiões com alta incidência desses agravos.

FONTE/CRÉDITOS: Megazine News
Redação MegaZine

Publicado por:

Redação MegaZine

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