
O município de Toledo, no Oeste do Paraná, é oficialmente a cidade brasileira com o maior rebanho suíno do país, segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com aproximadamente 950 mil a 1 milhão de cabeças, Toledo lidera o ranking nacional e se consolida como um dos principais polos da suinocultura e da produção de proteína animal no Brasil.
O número impressiona quando comparado à população local, de cerca de 145 mil habitantes: são quase seis suínos por morador, o que evidencia a importância econômica e social da atividade. A suinocultura está profundamente ligada à história de colonização da região, marcada por pequenos produtores que encontraram na criação de animais e no cultivo agrícola uma forma de subsistência e, posteriormente, de expansão agroindustrial.
De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal 2024, divulgada pelo IBGE, o rebanho de Toledo registrou alta de 1,8% em relação ao ano anterior, alcançando o segundo maior volume da série histórica. O crescimento está associado a fatores como:
- Infraestrutura consolidada de agroindústrias;
- Elevado nível sanitário, com rígidos controles de biosseguridade;
- Integração entre produtores, cooperativas e frigoríficos;
- Tecnificação do manejo e da nutrição animal.
A região é reconhecida nacionalmente por seus investimentos constantes em tecnologia, genética e bem-estar animal, que impulsionam a produtividade e a competitividade do setor.
Embora Toledo ocupe a liderança municipal, o estado de Santa Catarina permanece como o maior produtor e exportador de carne suína do país. O Paraná, contudo, reforça sua presença na atividade: em 2024, atingiu 7,3 milhões de cabeças, representando 16,6% do rebanho nacional. Juntos, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentram 51,9% da produção brasileira.
O Brasil totalizou 43,9 milhões de suínos em 2024, com recorde no abate, que cresceu 1,2% em número de animais e 0,6% no peso das carcaças.
Segundo o IBGE, os cinco maiores municípios produtores de suínos do país são:
1º Toledo (PR) – 950.000 cabeças
2º Uberlândia (MG) – 623.933 cabeças
3º Marechal Cândido Rondon (PR) – 576.000 cabeças
4º Concórdia (SC) – 517.700 cabeças
5º Tapurah (MT) – 407.087 cabeças
Além de Toledo e Marechal Cândido Rondon, outros nove municípios paranaenses figuram entre os maiores produtores de proteína animal do Brasil, como Castro, Carambeí, Nova Aurora, Palotina, Assis Chateaubriand, Arapoti e Ortigueira.
Reconhecida oficialmente pela Lei Estadual nº 21.360/2023 como “Capital do Agronegócio”, Toledo também ostenta um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,782, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) — um dos melhores do Paraná.
Com forte integração entre cooperativas, produtores e agroindústrias, o município continua expandindo sua capacidade produtiva e consolidando sua imagem como referência nacional na produção de proteína animal. O que começou como sustento de famílias de colonos hoje move a economia regional, gera emprego, renda, pesquisa e inovação, colocando o Oeste do Paraná no centro do agronegócio brasileiro.

