Um banco vermelho chama a atenção de quem passa pela região do Lago Municipal de Palotina. Mas, por trás do símbolo, existe um desafio bem mais complexo: criar condições para que uma mulher ameaçada ou vítima de violência consiga sair do ambiente de risco, encontrar proteção e reconstruir a própria vida.
É com esse foco que a administração municipal de Palotina apresentou, durante o Agosto Lilás, novas ações de enfrentamento à violência contra a mulher, destacadas em um vídeo institucional divulgado pela Prefeitura nas redes sociais. Participam da manifestação o prefeito Rodrigo Ribeiro, a vice-prefeita Judith Sendtko, a promotora de Justiça Dra. Cristiane Ramos e a secretária municipal de Assistência Social Regina Stefanello.
A mobilização reúne duas frentes: o Projeto Recomeçar, voltado ao acolhimento e à proteção de mulheres que precisam deixar situações de violência, e o credenciamento do município junto ao Instituto Banco Vermelho, iniciativa que utiliza a ocupação de espaços públicos como instrumento permanente de conscientização.
O desafio de conseguir sair
Um dos pontos centrais apresentados pela administração municipal é justamente o momento em que a vítima decide romper com o agressor.
Deixar uma situação de violência pode envolver questões que vão além da decisão pessoal. Falta de moradia temporária, dependência financeira, insegurança e necessidade de proteção estão entre os obstáculos que podem dificultar o rompimento do ciclo de agressões.
Nesse contexto, o Projeto Recomeçar prevê, entre suas medidas de acolhimento, a disponibilização de Aluguel Social e diárias de hotel, criando alternativas temporárias para que mulheres em situação de violência possam deixar o ambiente de risco com maior segurança.
Segundo a mensagem apresentada pela Prefeitura, a proposta é oferecer condições para o início de uma nova etapa com proteção e dignidade.
Uma rede que precisa funcionar em conjunto
O vídeo institucional também coloca em evidência a necessidade de atuação integrada entre poder público, sistema de Justiça, assistência social e demais serviços que compõem a rede de proteção.
A presença da promotora de Justiça ao lado do prefeito, da vice-prefeita e da secretária de Assistência Social procura reforçar justamente esse caráter coletivo da iniciativa.
Na publicação, Rodrigo Ribeiro destaca que o enfrentamento à violência não pode ficar restrito a uma única instituição.
“Essa é uma causa que não pertence a uma única pessoa ou instituição. É uma construção conjunta”, afirma.
A mensagem defendida pela campanha é de que nenhuma mulher deve enfrentar uma situação de violência sozinha e que, além dos instrumentos previstos em lei, a participação da sociedade é fundamental para identificar situações de risco, denunciar e apoiar as vítimas.
“As leis são fundamentais. Mas precisamos também de uma sociedade que denuncie, acolha, proteja e não se cale”, destaca a manifestação divulgada pela administração municipal.
Um banco para manter o alerta permanente
Outra frente da mobilização é o Banco Vermelho, instalado no Lago Municipal e apresentado oficialmente nesta semana. A estrutura transforma um espaço de convivência em um ponto permanente de conscientização. A proposta é fazer com que a prevenção à violência contra a mulher permaneça visível para além das campanhas realizadas em períodos específicos do ano.
O banco funciona como símbolo das mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência e, ao mesmo tempo, como um chamado à responsabilidade coletiva na prevenção do feminicídio.
O credenciamento junto ao Instituto Banco Vermelho insere Palotina em uma mobilização que utiliza esse símbolo para estimular informação, reflexão e enfrentamento à violência de gênero.
Agosto Lilás para além da conscientização
As iniciativas são apresentadas durante o Agosto Lilás, período dedicado à conscientização e ao enfrentamento das diferentes formas de violência contra as mulheres.
Em Palotina, a campanha ganha uma dimensão que procura combinar informação, prevenção e mecanismos concretos de acolhimento. Enquanto o Banco Vermelho mantém a mensagem exposta no espaço público, o Projeto Recomeçar busca atuar diretamente em uma das etapas mais delicadas enfrentadas pelas vítimas: encontrar condições para deixar o agressor.
A mensagem que encerra o vídeo sintetiza o objetivo apresentado pela mobilização: fazer com que mulheres em situação de violência saibam que existe uma rede à qual podem recorrer.
“Você tem apoio. Você tem acolhimento. Você tem onde buscar ajuda.”
Sob a mensagem “Feminicídio Zero: Palotina unida pela vida das mulheres”, a campanha reforça que prevenir novas vítimas depende tanto das políticas públicas e da atuação das instituições quanto de uma comunidade capaz de reconhecer a violência, denunciar e não permanecer em silêncio.
Acompanhe o vídeo institucional divulgado pela Prefeitura de Palotina nas redes sociais.

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