
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou na manhã desta quinta-feira (17) uma operação que desarticulou uma organização criminosa responsável por movimentar cerca de R$ 19 milhões por meio do tráfico de drogas e da lavagem de dinheiro. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Curitiba e Araucária, na Região Metropolitana. A ação resultou em prisões pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, além do cumprimento de 17 ordens de busca e apreensão e 10 ordens de bloqueio de ativos financeiros. Dois alvos não foram localizados e são considerados foragidos, um deles, conforme constatado pelos policiais, já teria fugido para o exterior.
Durante as diligências, diversos documentos foram apreendidos e passarão por análise. Em um dos endereços vistoriados, o cão de faro da PCPR localizou uma estrutura de fundo falso, possivelmente utilizada para esconder drogas ou grandes quantias de dinheiro em espécie. O grupo investigado é composto por um núcleo familiar que atuava nos bairros Fazendinha e Cidade Industrial, em Curitiba. Além do tráfico de entorpecentes, os suspeitos utilizavam empresas de fachada para lavar dinheiro e ocultar a origem ilícita dos valores. Um dos principais artifícios utilizados foi a criação de uma empresa fictícia, registrada como prestadora de serviços de pintura, que movimentou R$ 6 milhões entre 2021 e 2023.

“Neste momento, a investigação focou em atacar o patrimônio com o objetivo estratégico de bloquear a atuação do grupo no comércio de entorpecentes”, afirmou o delegado Ricardo Casanova, responsável pelo inquérito. Segundo ele, a apuração contou com a quebra de sigilos fiscais e bancários e analisou movimentações financeiras suspeitas desde 2016.
O líder do grupo foi identificado ainda em 2023, após investigações conduzidas no Paraná. Ele estava foragido e foi capturado em junho do ano passado pela Polícia Militar de Santa Catarina, em Balneário Camboriú. Em sua residência foram apreendidos um fuzil, três outras armas de fogo, carregadores e grande quantidade de munições. Durante a abordagem, o suspeito apresentou documentos falsos, utilizados tanto para escapar da Justiça quanto para montar empresas fictícias.
Parte dos materiais de construção adquiridos pela empresa de fachada foi entregue em imóveis localizados em Curitiba. “Acreditamos que tenham destinado estes itens à construção ou reforma de imóveis que são mantidos em nomes de terceiros”, destacou Casanova. Essa linha de investigação será aprofundada nas próximas etapas do inquérito.
A operação representa um duro golpe contra o crime organizado e reforça a estratégia da PCPR de enfraquecer financeiramente estruturas criminosas, inviabilizando suas operações e desarticulando esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao tráfico de drogas.

