
O deputado federal Dirceu Sperafico (PP-PR) se manifestou com preocupação sobre o atual cenário político e econômico do Brasil. Em declaração recente, ele afirmou que o país atravessa "um momento de exceção", marcado por instabilidade política, judicial e econômica. Sperafico direcionou duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente ao ministro Alexandre de Moraes, e lamentou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Vivemos hoje um momento de incerteza no país. Uma incerteza política e, principalmente, judiciária. O Supremo, através do ministro Alexandre de Moraes, tem cometido atrocidades contra o povo brasileiro. Isso vai além do caso Bolsonaro", declarou o parlamentar.
Segundo ele, a prisão do ex-presidente e de outros envolvidos nos atos de 8 de janeiro não se justifica, uma vez que, em sua visão, não houve tentativa real de golpe de Estado. "Para ser golpe, seria preciso ter o Exército nas ruas, armas e liderança. Isso não ocorreu. O que vemos é uma perseguição a patriotas", completou.
Sperafico também criticou o atual clima no Congresso Nacional, que descreveu como de “velório”, devido à insegurança quanto aos rumos do país. Ele destacou que as manifestações populares realizadas no último domingo contra a prisão de Bolsonaro mostram que a população está insatisfeita. "O povo foi às ruas em várias cidades. Isso mostra que não está aceitando o que o Supremo está fazendo. O STF quer transformar o país em uma ditadura", afirmou o parlamentar.
Além das críticas ao Judiciário, o deputado Sperafico fez duras observações sobre a política econômica do governo federal, em especial o chamado "tarifaço", que, segundo ele, tem afetado duramente o agronegócio. "Estão taxando café, soja, frutas, hortaliças. Tudo isso prejudica o setor que mais sustenta a economia do Brasil. O governo diz que vai compensar, mas até agora é só promessa", comentou.
Ele ainda relacionou o agravamento da situação comercial com os Estados Unidos à fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião do BRICS, onde o brasileiro propôs a criação de uma moeda alternativa ao dólar para transações entre os países do bloco. "Isso foi uma afronta aos EUA. O dólar é a moeda internacional desde a Segunda Guerra Mundial. Essa declaração prejudicou as relações e contribuiu para o tarifaço", avaliou.
Sperafico encerrou sua fala cobrando ações do governo brasileiro para reverter os prejuízos causados pelas medidas americanas de taxação. "Já deveria ter havido uma conversa direta com os Estados Unidos. Mas até agora, nada foi feito. Quem perde com isso é o povo brasileiro" concluiu Sperafico.
