
A última sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Palotina, realizada na tarde de segunda-feira (1/12), foi marcada pela manifestação da vereadora Nissandra Karsten (PP), que utilizou a tribuna para detalhar uma série de assuntos ligados à gestão dos recursos públicos. Ela apresentou dados, questionamentos e apontamentos resultantes de requerimentos recentemente encaminhados ao poder Executivo.
No primeiro ponto, Nissandra revelou informações referentes aos gastos com lanches, os chamados coffee break. Segundo os dados apresentados no telão, o Executivo já empenhou e pagou R$ 202.535,95. A divisão por secretarias aponta: Gabinete (R$ 8.401,17), Esportes (R$ 17.173,12), Indústria, Comércio e Turismo (R$ 14.026,54), Agricultura (R$ 2.950,67), Educação e Cultura (R$ 40.831,90), Assistência Social (R$ 88.363,92) e Saúde (R$ 30.788,63). A vereadora destacou que o maior volume está na Assistência Social, representando cerca de 44% do total.
Outro ponto abordado foi um pregão destinado à aquisição de pipoca, algodão-doce e pirulito distribuídos em eventos públicos. Conforme o levantamento, foram empenhados R$ 68 mil, sendo R$ 30 mil pela Educação e Cultura e R$ 37 mil pela Assistência Social em ações como Dia da Criança e eventos no Lago Municipal.
A vereadora também chamou atenção para um contrato firmado por inexigibilidade para serviços jurídicos de cobrança de valores relacionados à tabela SUS, com teto homologado de mais de R$ 7,282 milhões. Segundo ela, faltam esclarecimentos sobre a definição desse montante e sobre a “notória especialização” exigida para esse tipo de contratação. Nissandra afirmou que solicitará informações complementares.
Ainda no campo da Saúde, a parlamentar apresentou dados relativos a emendas parlamentares, que somam quase R$ 1 milhão recebidos neste ano, além de saldo de R$ 800 mil da gestão anterior destinados ao hospital. Segundo ela, parte dos recursos ainda não foi executada. Também apontou que processos importantes, como o aumento do teto financeiro do hospital municipal e habilitações de alta complexidade, permanecem estagnados.
Nissandra tratou ainda da dificuldade na contratação de ginecologistas e obstetras. Ao comparar valores pagos a clínicos gerais e especialistas, apontou discrepâncias que podem estar afetando a oferta de atendimento. A vereadora observou que laboratórios credenciados também não estão realizando exames por conta de divergências entre valores ofertados pelo município e os praticados pelo Ciscopar.
Por fim, destacou a situação de 12 crianças com diabetes tipo 1 que aguardam equipamentos para monitoramento de glicemia, reforçando que seguirá acompanhando o tema junto à Secretaria de Saúde.
A íntegra da fala da vereadora pode ser conferida no Facebook oficial da Câmara de Vereadores de Palotina:
https://www.facebook.com/reel/1397936892119272?locale=pt_BR
