
Durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Palotina, realizada nesta segunda-feira (29), a vereadora Nissandra Karsten (União Progressista) utilizou a tribuna para apresentar requerimentos e fazer apontamentos sobre temas relacionados à administração municipal. Entre os assuntos abordados, a parlamentar chamou a atenção para a valorização dos motoristas da Secretaria de Saúde e comentou reportagem que a associou à chamada “farra de horas extras”.
Nissandra apresentou dados sobre a folha de pagamento do município, comparando números de 2024 e 2025. Ela destacou a redução no número de servidores estatutários e o aumento nas contratações temporárias via PSS, além de gastos crescentes com consórcios e contratos de terceirização. Segundo a vereadora, as despesas com pessoal chegaram a 40,17% da receita até julho deste ano.
Ao comentar sobre horas extras, Nissandra ressaltou que, em 2025, o valor pago já supera o registrado em 2024. “Se em 2024 se falava em farra de horas extras, em 2025 os números mostram que nada mudou. Ou era farra e continua, ou nunca foi farra, e nesse caso não houve manifestação pública para desmentir”, disse a vereadora, criticando a falta de posicionamento do Executivo sobre o tema.
Outro ponto destacado foi a situação dos motoristas da Saúde, que, segundo ela, enfrentam dificuldades quanto a horários, diárias e notas de refeição. “Esses profissionais transportam não apenas pacientes, mas sonhos e esperanças. Precisam ser ouvidos e valorizados”, afirmou.
Nissandra também abordou a saúde mental dos servidores municipais, lembrando que atualmente nove trabalhadores estão afastados por doenças psicológicas. “Estamos no Setembro Amarelo e não podemos ignorar os riscos psicossociais no ambiente de trabalho”, enfatizou.
A vereadora demonstrou preocupação ainda com a sobrecarga do Hospital Municipal, que registrou aumento de 30% nas consultas em comparação a 2024, e com a falta de médicos na área de ginecologia e obstetrícia, o que tem levado gestantes a buscarem atendimento em Toledo. “Estamos às vésperas do Outubro Rosa e não podemos aceitar que mulheres aguardem meses por uma consulta básica”, destacou.
Por fim, Nissandra reforçou a necessidade de fortalecer a atenção primária em saúde para reduzir a pressão sobre o hospital. “As demandas trazidas pela comunidade precisam ser atendidas com foco nas pessoas. Essa deve ser a prioridade de qualquer gestão pública”, concluiu.
