
A vereadora Nissandra Karsten (PP) usou a tribuna da Câmara de Vereadores de Palotina, na sessão ordinária desta terça-feira (28), para apresentar novas indicações e fazer um alerta sobre despesas da administração municipal. Segundo levantamento feito pela parlamentar no Portal da Transparência, o município gastou R$ 743 mil com locação de tendas e espaços para eventos desde o início da atual gestão. “Se formos pensar que um posto de saúde custa cerca de R$ 1 milhão, praticamente daria para construir uma nova unidade. É um valor expressivo que merece atenção e fiscalização”, afirmou Nissandra.
A vereadora também apresentou duas indicações voltadas à área da saúde: uma referente à reconstrução dentária para mulheres vítimas de violência, e outra sobre o transporte de pacientes de hemodiálise, que, segundo relatos de familiares, não estaria sendo realizado com veículo exclusivo. “Os pacientes renais crônicos fazem tratamento contínuo, três vezes por semana, e precisam de um transporte adequado e pontual. É um pedido de atenção especial a esse grupo”, destacou.
Durante sua fala, Nissandra reforçou o papel fiscalizador dos vereadores e cobrou transparência nos contratos de prestação de serviços médicos firmados pelo município. A parlamentar questionou, entre outros pontos, a forma de credenciamento e o controle de horas trabalhadas de profissionais contratados, especialmente na área de ginecologia e obstetrícia.
A vereadora também manifestou preocupação com a saída de médicos obstetras e cardiologistas do município, o que tem sobrecarregado o atendimento no Hospital Municipal. Segundo ela, a falta de especialistas faz com que gestantes e pacientes com doenças crônicas sejam encaminhados para Toledo, enfrentando filas de espera. A vereadora Nissandra reconheceu também os avanços na saúde local, como a continuidade das ações do núcleo de vigilância epidemiológica e o recebimento do medicamento trombolítico para tratamento de AVCs no hospital municipal.
Encerrando sua fala, a parlamentar destacou programas estaduais voltados à proteção social, como o auxílio financeiro para mulheres vítimas de violência e a Bolsa Cuidador Familiar, que apoia pessoas responsáveis por idosos ou pessoas com deficiência. “São medidas que trazem esperança e precisam chegar ao conhecimento das famílias que se encaixam nesses critérios. Nosso papel é fiscalizar, informar e buscar soluções para melhorar a vida da nossa população”, concluiu Nissandra.
