
A situação do Cemitério Municipal foi tema de debate na manhã desta sexta-feira (6), durante entrevista ao programa Tudo Sob Controle, da Rádio Cultura FM 90.1. A secretária de Transportes e Obras Públicas, Cláudia Brunetto Sato, e o secretário de Planejamento, Rodrigo Fortuoso, confirmaram que o local atingiu sua capacidade máxima e não possui mais espaço para novos jazigos. Como medida provisória, os sepultamentos de pessoas que não possuem jazigos próprios deverão ser encaminhados ao Cemitério do Distrito de São Camilo.
O anúncio causou surpresa e preocupação entre os moradores do distrito, que afirmam não terem sido previamente consultados sobre a decisão. Durante o programa, diversos ouvintes encaminharam questionamentos, cobrando explicações e maior diálogo por parte da administração municipal.
Um dos questionamentos foi feito por Douglas Zancan, que manifestou insatisfação com a forma como a situação foi conduzida. “Sobre essa situação não teria que ter tido uma reunião com a comunidade para explicar toda essa situação e ter a nossa opinião? Nosso cemitério sempre sem nenhuma melhoria e agora vão trazer os entes para cá. Acredito que a comunidade deveria ter sido ouvida”, afirmou.
Em resposta, a secretária Cláudia Brunetto Sato informou que a administração municipal conversou com o subprefeito do distrito antes de tomar a decisão e garantiu que melhorias estão programadas para serem realizadas no cemitério de São Camilo nos próximos dias. No entanto, a explicação não foi suficiente para conter as críticas da população.
Outro ponto levantado pelos moradores diz respeito à manutenção do espaço. Um ouvinte questionou quem será responsável pela limpeza do cemitério e contestou a existência de qualquer reunião com a comunidade. “E a respeito da limpeza do cemitério vai ficar por conta de quem? E até onde sei não foi feita reunião nenhuma na comunidade, a não ser que foram escolhidos a dedo para essa tal reunião”, relatou.
A preocupação mais grave envolve a possibilidade de comercialização de jazigos no cemitério do distrito. Moradores temem que o modelo adotado na área urbana, alvo de denúncias há mais de uma década por suposta venda irregular de jazigos por funerárias, sem transparência, seja estendido à São Camilo.
Diante do cenário, a comunidade do Distrito de São Camilo cobra respostas objetivas do poder público e defende a realização de uma audiência pública para discutir o tema. Entre as principais perguntas estão: quem decidiu pela mudança, quem autorizou a medida e por que os moradores não foram ouvidos antes da definição. Até o momento, a administração municipal não informou se pretende promover um encontro público para debater a situação.
