A Associação Amigos do Autista de Palotina (AUPAR) divulgou uma nota oficial manifestando indignação diante de um episódio de agressão envolvendo uma mãe atípica no município. Segundo a entidade, a mulher foi atacada ao utilizar uma vaga prioritária, direito assegurado por lei, sendo necessário acionar a polícia e registrar boletim de ocorrência.
Na manifestação pública, a associação classificou a situação como “inaceitável” e destacou que o uso de vagas prioritárias não representa privilégio, mas sim uma necessidade enfrentada diariamente por famílias que convivem com desafios relacionados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições que demandam atenção especial.
A AUPAR ressaltou ainda que o episódio vai além da disputa por uma vaga de estacionamento e escancara a falta de empatia e compreensão de parte da sociedade em relação às chamadas deficiências invisíveis — situações que nem sempre são perceptíveis, mas que exigem acolhimento, cuidado e respeito.
“Mães atípicas enfrentam diariamente desafios que muitos não conseguem imaginar. O mínimo que a sociedade deve oferecer é apoio — nunca violência”, destacou a nota.
Diante do caso, a associação defendeu mais diálogo, campanhas educativas e mudança de comportamento coletivo para combater o preconceito e garantir dignidade às famílias atípicas.
Acompanhe a nota da AUPAR na íntegra:
"Hoje vivemos uma situação inaceitável
Uma mãe atípica foi agredida por exercer um direito garantido: o uso da vaga prioritária. Um direito que não é privilégio — é necessidade. Foi preciso acionar a polícia e registrar boletim de ocorrência por algo que jamais deveria acontecer.
Isso não é apenas sobre uma vaga. É sobre respeito. É sobre empatia. É sobre entender que existem realidades que nem sempre são visíveis, mas que exigem cuidado, compreensão e, acima de tudo, humanidade.
Mães atípicas enfrentam diariamente desafios que muitos não conseguem imaginar. O mínimo que a sociedade deve oferecer é apoio — nunca violência.
Usar vaga prioritária sem necessidade já é errado. Questionar de forma agressiva é ainda mais grave. E chegar ao ponto de agressão é inadmissível.
Precisamos falar sobre isso. Precisamos educar. Precisamos mudar."
e reforça debate sobre respeito, inclusão e direitos das famílias

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