A vereadora Márcia Berno (PL) utilizou a palavra durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Palotina, realizada na tarde da última sexta-feira (17), para chamar a atenção sobre a situação crítica enfrentada no Hospital Municipal. Em seu pronunciamento, a parlamentar relatou ter acompanhado de perto a rotina da unidade e descreveu um cenário de superlotação, filas extensas e demora nos atendimentos.
Segundo Márcia, ela esteve no hospital durante toda a tarde de terça-feira e percorreu quartos e repartições, constatando pessoalmente a grande demanda pelo serviço público de saúde. De acordo com a vereadora, havia pacientes nos corredores e falta de espaço físico para acomodar todos.
A parlamentar destacou que o Hospital Municipal foi estruturado para atendimentos de urgência e emergência, mas que muitas pessoas estão buscando diretamente a unidade para casos que poderiam ser resolvidos nas Unidades Básicas de Saúde. Para ela, esse comportamento tem contribuído diretamente para o colapso no atendimento.
Márcia Berno informou ainda que conversou com a Secretaria Municipal de Saúde e com a administração sobre o problema. Ela lembrou que já foi anunciada a ampliação do horário de atendimento médico na unidade central até às 22h, incluindo funcionamento da farmácia, medida considerada importante, mas insuficiente diante da atual realidade.
Durante o discurso, a vereadora defendeu a realização de um amplo trabalho de conscientização junto à população, com apoio dos agentes comunitários de saúde, para orientar os moradores sobre quando procurar os postos de saúde e quando buscar o hospital.
Outro ponto citado por Márcia foi a classificação de risco adotada no hospital, conhecida como escala de Manchester, que prioriza casos mais graves. Segundo ela, muitos pacientes não compreendem a necessidade de aguardar quando há situações urgentes sendo atendidas primeiro.
Para reforçar a gravidade do cenário, a vereadora informou que somente no dia anterior ao pronunciamento foram registrados 113 atendimentos no Hospital Municipal. Ela alertou que, sem medidas urgentes de organização e informação, o município poderá enfrentar ainda mais dificuldades no setor.
Ao encerrar sua fala, Márcia Berno classificou a situação como séria e reiterou a necessidade de união entre poder público e comunidade para evitar o colapso do sistema de saúde municipal.

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