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Domingo, 07 de Junho 2026
La Niña provoca forte variação na produtividade da safra 2025/2026
Agro

La Niña provoca forte variação na produtividade da safra 2025/2026

Relatório da cooperativa C.Vale aponta impactos distintos do clima em diferentes regiões do país, com excesso de chuvas no Centro-Oeste e estiagem no Sul

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A influência do fenômeno climático La Niña marcou a safra de soja 2025/2026 com resultados bastante desiguais nas áreas de atuação da cooperativa  C.Vale. De acordo com reportagem divulgada pela assessoria de imprensa da cooperativa, enquanto algumas regiões registraram bom desempenho, outras enfrentaram perdas causadas por extremos climáticos.

No Paraná, produtores conseguiram antecipar o plantio logo no início de setembro, aproveitando a regularidade das chuvas no começo do ciclo. No entanto, a redução das precipitações no final do ano impactou diretamente o rendimento das lavouras. Segundo o supervisor do Departamento Agronômico da C.Vale, Fernando Taffarel Zanelato, houve grande variação de produtividade. “Tivemos produtividades de 80, 90 e até 100 sacas por hectare, mas na média, o rendimento ficou entre 65 e 70 sacas”, afirmou.

Um exemplo dessa oscilação foi registrado em Campo Mourão, onde o produtor Claudir Bernardi cultivou 194 hectares de soja. Após ser atingido por granizo, ele precisou replantar grande parte da área. Mesmo com o controle de pragas e aplicações de fungicidas, a produtividade média ficou em 65 sacas por hectare.

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No Centro-Oeste, o cenário foi de contrastes. Em Mato Grosso do Sul, áreas ao sul enfrentaram estiagem e altas temperaturas, enquanto regiões ao norte tiveram chuvas regulares. A produtividade média projetada pela Conab foi de 52,8 sacas por hectare, com algumas regiões apresentando desempenho até 40% superior em relação à safra anterior.

Já em Mato Grosso, o maior produtor de grãos do país, o clima foi favorável durante grande parte do ciclo. Contudo, chuvas intensas a partir de fevereiro prejudicaram a qualidade da soja, favorecendo o surgimento de doenças e reduzindo o rendimento médio em comparação à safra passada.

No Sul do país, o cenário voltou a ser de dificuldades. No Rio Grande do Sul, a estiagem persistente, repetindo um padrão dos últimos anos, castigou principalmente as lavouras da Fronteira Oeste. Embora as chuvas tenham retornado temporariamente em fevereiro, um novo período seco voltou a comprometer a produção no início de março.

O balanço da C.Vale evidencia que, sob influência do La Niña, a safra 2025/2026 foi marcada por instabilidade climática e resultados desiguais. A variabilidade reforça os desafios enfrentados pelos produtores rurais e a necessidade de estratégias cada vez mais adaptadas às mudanças no clima.

Claudir Bernardi fechou colheita de 194 hectares em Campo Mourão (PR), com rendimento médio de 65 sacas/hectare
Claudir Bernardi fechou colheita de 194 hectares em Campo Mourão (PR), com rendimento médio de 65 sacas/hectare
FONTE/CRÉDITOS: Megazine News com informações da Assessoria - C.Vale
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Assessoria - C.Vale

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