
O governo federal tenta aproveitar a recente reaproximação política com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para convencê-lo a impulsionar o projeto de lei que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa apenas um. A avaliação no Palácio do Planalto é de que a proposta possui grande aceitação popular e pode se tornar uma das principais bandeiras sociais em debate no Congresso Nacional.
Interlocutores do governo afirmam que o fortalecimento do diálogo com a cúpula da Câmara é estratégico para acelerar a tramitação da matéria, considerada sensível, mas amplamente defendida por centrais sindicais, especialistas em saúde do trabalhador e movimentos sociais. A escala 6x1 é apontada como um dos principais fatores de desgaste físico e mental, especialmente em setores como comércio, serviços e indústria.
O projeto em discussão busca garantir melhores condições de trabalho, ampliando o tempo de descanso e promovendo maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Para o Planalto, a mudança representa não apenas um avanço nas relações trabalhistas, mas também um investimento em produtividade, já que jornadas excessivas estão associadas ao aumento de afastamentos por doenças, acidentes e queda no rendimento.
A expectativa do governo é que, com o apoio do presidente da Câmara, o tema ganhe prioridade na pauta legislativa e avance nas comissões e no plenário. A proposta de acabar com a escala 6x1 é vista como um passo importante para modernizar a legislação trabalhista, alinhando o Brasil a práticas adotadas em outros países e respondendo a uma demanda crescente da sociedade por mais qualidade de vida no trabalho.
