
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), se manifestou nas redes sociais após o Supremo Tribunal Federal (STF) condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão por participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Ratinho defendeu equilíbrio institucional e disse que a população não está satisfeita com o que chamou de “perseguição a um ex-presidente”. “O Brasil precisa ser pacificado, e isso passa também pelo fortalecimento das nossas instituições, que devem atuar com equilíbrio e pautadas pelo Estado Democrático de Direito. (...) Sou solidário ao presidente Bolsonaro e aos seus familiares”, escreveu.
Outros governadores considerados presidenciáveis também se pronunciaram. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que Bolsonaro foi vítima de uma “sentença injusta e desproporcional” e declarou apoio: “Força, presidente. Seguiremos ao seu lado!”. Já Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, questionou em publicação se o julgamento representa “Justiça ou Inquisição?”. Ele avaliou que a decisão do STF “acirra a divisão do país”.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), lamentou a condenação e defendeu que o julgamento deveria ocorrer no Plenário da Corte, e não na 1ª Turma. Ele também declarou apoio à anistia dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. As manifestações reforçam o tom de crítica de governadores aliados ao ex-presidente em relação ao julgamento no Supremo e apontam para a manutenção da polarização política no país.
