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Quinta-feira, 10 de Setembro 2026
Geraldo Alckmin defende diálogo, mas considera “equivocada” decisão de Trump de taxar aço brasileiro
Economia

Geraldo Alckmin defende diálogo, mas considera “equivocada” decisão de Trump de taxar aço brasileiro

Vice-presidente e Ministro, defende o diálogo e negociação antes de aplicar a reciprocidade contra a taxação de 25%

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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) classificou a decisão do governo de Donald Trump de taxar em 25% o aço brasileiro de “equivocada”, mas defendeu o diálogo antes de recorrer à reciprocidade como já fizeram a União Europeia e o Canadá. Alckmin é também ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e está conduzindo as negociações com o governo dos Estados Unidos para encontrar uma solução à taxação. “Entendemos que o caminho não é olho por olho. Se fizer olho por olho vai ficar todo mundo cego. O caminho é ganha-ganha. Reciprocidade e buscar o diálogo”, disse nesta quinta (13) a jornalistas.

Apesar de classificar a decisão como “equivocada”, Alckmin minimizou os efeitos e afirmou que a taxação não é apenas ao aço brasileiro, mas a todos os fornecedores do produto aos Estados Unidos. No entanto, frisou que a balança comercial é favorável aos norte-americanos. “Não foi contra o Brasil, foi uma medida geral, para todos, não foi específica. Nós entendemos equivocada, porque o Brasil não é problema na questão comercial dos Estados Unidos, que têm superávit comercial com o Brasil. 73% do que eles exportam é zero a alíquota. Quando a gente pega a tarifa média final, ela é de 2,7%”, disse pontuando que, dos dez produtos que o país mais exporta ao Brasil, em oito a alíquota é zero.

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Apesar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já ter defendido a reciprocidade à taxação, o governo tem adotado cautela antes de aplicar qualquer sanção. Na última quarta (12), o ministro Fernando Haddad (Fazenda) recebeu sugestões e soluções da indústria do aço. Para esta sexta (14) está marcada uma reunião com representantes do MDIC com emissários do Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Há a expectativa de que algumas alternativas sejam apresentadas para reduzir a taxação.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que o Brasil terá perdas de US$ 1,5 bilhão com a taxação. A indústria brasileira pode ter, ainda, uma queda de 2,19% na produção, 11,27% das exportações do metal e de 1,09% das importações. Isso, diz o Ipea, representará uma queda de quase 700 mil toneladas apenas neste ano.

FONTE/CRÉDITOS: https://www.gazetadopovo.com.br/
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Marcelo Camargo/Agência Brasil
Redação MegaZine

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