
O governo dos Estados Unidos retirou nesta sexta-feira (12) o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes da lista de sancionados pela Lei Global Magnitsky, norma que vinha sendo aplicada pelo Departamento do Tesouro norte-americano para penalizar estrangeiros sob acusações de violações de direitos humanos ou corrupção. A decisão também abrange a esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o Instituto Lex, entidade vinculada à família.
A inclusão de Moraes na lista de sanções ocorreu em julho de 2025, quando o governo americano impôs restrições que, na prática, bloqueavam bens e contas em território dos EUA e proibiam a realização de transações e viagens ao país. À época, a medida gerou intensa repercussão diplomática e debate sobre a relação entre Brasília e Washington, especialmente em razão do papel do ministro em decisões judiciais de grande impacto político.
A revogação desta sexta-feira representa um movimento de reversão dessas penalidades após cerca de cinco meses de tensão, sem que tenham sido detalhados oficialmente os motivos exatos para a retirada dos nomes da lista. Autoridades americanas comunicaram a decisão como parte de ajustes na aplicação da legislação, sem maiores explicações públicas até o momento.
O episódio reforça a complexidade das relações bilaterais e o caráter sensível das sanções internacionais aplicadas a figuras de relevância institucional, especialmente no contexto de disputas políticas e jurídicas de grande repercussão.
