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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026
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Entre o medo e a esperança: as diferenças entre o ‘Médico da Peste’ e o ‘Zé Gotinha’

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Entre o medo e a esperança: as diferenças entre o ‘Médico da Peste’ e o ‘Zé Gotinha’

Figuras associadas à saúde, personagens representam contextos históricos e significados opostos

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Embora ambos estejam ligados à saúde, o ‘Médico da Peste’ e o ‘Zé Gotinha’ são personagens que ocupam lugares muito distintos na história e na cultura popular. Enquanto um representa a angústia e o desespero de uma pandemia devastadora, o outro simboliza esperança, prevenção e saúde pública no Brasil.

O ‘Médico da Peste’ surgiu na Europa durante a Peste Negra, no século XIV, e se tornou mais conhecido com o traje criado em 1619 pelo médico francês Charles de L'Orme. A vestimenta incluía um casaco de couro, luvas, botas, chapéu e uma máscara com bico de pássaro, que era preenchido com ervas aromáticas. Na época, acreditava-se que os ‘miasmas’ (ar contaminado) transmitiam a doença, e o bico da máscara teria a função de filtrá-los. Essa figura é marcada por um período de medo, mortes em massa e incerteza científica.

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Em contraste, a figura atual do ‘Zé Gotinha’ é um personagem brasileiro criado em 1986 pelo artista plástico Darlan Rosa, a pedido do Ministério da Saúde, com o objetivo de promover a vacinação infantil, especialmente contra a poliomielite. De aparência simpática e colorida, ‘Zé Gotinha’ passou a ser o símbolo das campanhas de imunização no país, ajudando a conscientizar gerações sobre a importância das vacinas.

Se o ‘Médico da Peste’ era um retrato da medicina limitada e do desespero diante de uma doença pouco compreendida, o ‘Zé Gotinha’ representa os avanços da ciência, a confiança nas vacinas e o compromisso coletivo com a saúde pública. A comparação entre os dois revela como a percepção sobre a medicina e a saúde evoluiu ao longo dos séculos — da proteção rudimentar e simbólica contra epidemias à mobilização educativa e científica por meio de personagens amigáveis e acessíveis.

Ambos, em suas épocas, foram instrumentos de comunicação com a população, mas suas mensagens são antagônicas: o ‘Médico da Peste’ alertava para a presença da morte, enquanto o ‘Zé Gotinha’ convida à prevenção e à vida.

FONTE/CRÉDITOS: Magazine Pitoco/Eriton Marinho
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Redação MegaZine

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