A Secretaria Municipal de Saúde de Palotina divulgou os resultados do primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado nos dias 26 e 27 de outubro pelos agentes de endemias. O estudo identificou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 2,90%, colocando o município em situação de alerta para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Conforme o levantamento divulgado pela assessoria de imprensa da Prefeitura, o resultado municipal é classificado como de médio risco, segundo os parâmetros do Ministério da Saúde. Entretanto, os números revelam uma realidade preocupante em determinados bairros, onde os índices estão significativamente acima da média municipal.
O cenário reforça a importância da participação da população no combate aos criadouros, especialmente diante das condições climáticas favoráveis à reprodução do mosquito, como chuvas frequentes e temperaturas elevadas.
Jequitibá registra maior índice de infestação
Entre os bairros avaliados, o Jequitibá apresentou o índice mais elevado, com 15,62%, percentual mais de cinco vezes superior à média registrada no município.
Na sequência aparecem os bairros Osvaldo Cruz, com 7,92%, Jardim Itália, com 7,69%, e Califórnia, com 7,14%.
Os números indicam a necessidade de intensificar a atenção nessas localidades, tanto por parte das equipes de vigilância quanto dos próprios moradores.
Confira os índices divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde:
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Bairro |
Infestação |
|
Jequitibá |
15,62% |
|
Osvaldo Cruz |
7,92% |
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Jardim Itália |
7,69% |
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Califórnia |
7,14% |
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Pioneiro |
6,25% |
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Morada do Sol |
6,25% |
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Jardim Dallas |
4,76% |
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Santa Terezinha |
4,47% |
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Bela Vista |
3,63% |
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União |
3,12% |
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Jardim Progresso |
2,77% |
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Interlagos |
2,32% |
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Vô Konrad |
2,17% |
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Centro 01 |
1,81% |
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Centro 03 |
1,72% |
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Imigrantes |
1,51% |
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Pôr do Sol |
1,21% |
Embora os índices variem entre as localidades, a presença do mosquito em diferentes regiões demonstra que a prevenção deve ocorrer em toda a cidade, inclusive nos bairros com percentuais menores.
Objetos comuns se transformam em criadouros
Um dos pontos destacados no levantamento foi a identificação de recipientes capazes de acumular água e favorecer a reprodução do Aedes aegypti.
Durante as visitas, os agentes de endemias encontraram lonas plásticas, baldes, potes, pneus, latas, galões, caixas d'água, caixas de compostagem e piscinas plásticas.
Também foram identificados objetos menores, como tampas, sacos plásticos e suportes de geladeira, que muitas vezes passam despercebidos durante a limpeza das residências.
Esses materiais representam um risco quando acumulam água, criando condições para o desenvolvimento das larvas do mosquito.
A orientação é que os moradores mantenham atenção permanente aos quintais, jardins, áreas de serviço e demais espaços externos das propriedades.
Prevenção começa dentro de casa
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o combate à dengue depende de uma atuação conjunta entre o poder público e a comunidade.
Entre os principais cuidados recomendados estão:
- Eliminar recipientes que possam acumular água parada.
- Manter caixas d'água devidamente tampadas.
- Guardar baldes e galões com a abertura voltada para baixo.
- Evitar o acúmulo de pneus, latas e materiais descartados nos quintais.
- Verificar lonas, piscinas plásticas e suportes de geladeira.
- Realizar vistorias frequentes, principalmente após períodos de chuva.
A atenção deve ser redobrada durante os meses de temperaturas mais elevadas, quando as condições ambientais favorecem o desenvolvimento do mosquito.
Levantamento orienta ações de combate
O LIRAa é uma ferramenta utilizada pelos serviços de vigilância em saúde para identificar a presença do Aedes aegypti e orientar o planejamento das ações de prevenção.
Por meio da análise dos imóveis vistoriados, as equipes conseguem reconhecer regiões que exigem maior atenção e identificar os tipos de recipientes que mais contribuem para a reprodução do mosquito.
É importante destacar que o índice de infestação não representa o percentual de moradores com dengue, mas a proporção de imóveis pesquisados nos quais foram encontradas formas imaturas do vetor, conforme a metodologia do levantamento.
Os resultados permitem direcionar as atividades dos agentes de endemias, fortalecer o trabalho de orientação e acompanhar a situação dos bairros ao longo do ano.
Combate à dengue exige participação coletiva
Com o índice municipal de 2,90% e percentuais elevados em determinados bairros, Palotina enfrenta o desafio de reduzir a presença do mosquito antes que a infestação favoreça a transmissão de doenças.
A Prefeitura destaca que a participação dos moradores é indispensável para o sucesso das ações de prevenção.
Mais do que uma responsabilidade dos serviços públicos, o combate à dengue depende de atitudes cotidianas. Uma vistoria no quintal, o descarte correto de materiais e a eliminação da água parada podem contribuir diretamente para a proteção das famílias e de toda a comunidade.
O alerta é para todos os bairros: combater o mosquito hoje é uma das principais formas de prevenir novos casos de dengue amanhã.





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