
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, anunciou nesta quinta-feira (22) que os primeiros requerimentos da comissão serão votados na próxima terça-feira (26). Em coletiva de imprensa, ao lado do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), o parlamentar explicou que os trabalhos terão duração de 180 dias, com foco em investigar desvios de recursos e esclarecer as fraudes envolvendo beneficiários da Previdência Social.
Na terça-feira (26), em horário ainda a ser definido, os membros da CPMI devem votar os primeiros requerimentos, que preveem a participação de servidores da Controladoria-Geral da União (CGU), da Polícia Federal e do próprio INSS para auxiliar nas apurações. Esses profissionais darão suporte em atividades como quebra de sigilos, acompanhamento de diligências e análise de dados.
De acordo com Carlos Viana, a mesma reunião também servirá para discutir sugestões ao plano de trabalho, a ser apresentado pelo relator Alfredo Gaspar. A votação final do texto está prevista para a manhã de quinta-feira (28), quando devem ser apreciados ainda os primeiros requerimentos de convites e convocações.
Segundo o presidente da comissão, os trabalhos vão abranger diferentes governos. “Vamos começar pelos ministros da Previdência desde o governo Dilma. Nós queremos entender esse mecanismo, todas as falhas dele, independentemente do momento. Também desde o governo Dilma estaremos convidando e, se necessário, convocando todos os presidentes e ex-presidentes do INSS. Nós queremos ouvi-los para entender o que foi feito, como começou e, naturalmente, as responsabilidades de cada um”, afirmou Viana.
A expectativa é que, com o suporte técnico dos órgãos de controle e fiscalização, a CPMI avance rapidamente na identificação das falhas e possíveis responsáveis pelas irregularidades envolvendo os benefícios previdenciários.
