
Durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Palotina, realizada na tarde desta segunda-feira (10), deu entrada no plenário o Projeto de Lei nº 085/2025, de autoria da vereadora Nissandra Karsten (PP). A proposta autoriza o Poder Executivo a instituir o Programa “Memórias de Maria”, voltado a crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional.
O objetivo é documentar e preservar momentos marcantes da vida dessas crianças, por meio de registros fotográficos, mensagens, desenhos e lembranças que comporão um livro personalizado entregue no momento da reintegração familiar ou adoção. Segundo a justificativa do projeto, a iniciativa busca valorizar as histórias pessoais e contribuir para o fortalecimento emocional e psicológico de cada acolhido.
Atualmente, Palotina conta com 17 crianças e adolescentes acolhidos. A educadora social Rebeca Moraes da Silva, que colaborou na elaboração do programa, destacou a importância da proposta. “Crianças que crescem fora do contexto familiar perdem muito das próprias referências. É comum ouvirmos adolescentes dizerem que não têm fotos ou lembranças da infância. O Programa ‘Memórias de Maria’ vem justamente para preencher esse vazio e resgatar a história de cada um”, afirmou Nissandra.
De acordo com o texto, o programa poderá ser implementado pelas próprias equipes dos serviços de acolhimento, por meio de projetos parceiros ou serviços terceirizados. A proposta também prevê a possibilidade de aplicação do modelo nas Famílias Acolhedoras, ampliando o alcance da iniciativa.
As fotos e registros reunidos terão não apenas valor afetivo, mas também relevância técnica, podendo auxiliar em audiências judiciais e na compreensão do histórico das crianças por parte de futuros pais adotivos. A vereadora Nissandra ressaltou que o programa está alinhado com os princípios constitucionais e com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garantem o direito à convivência familiar e comunitária.
“O ‘Memórias de Maria’ é uma forma de assegurar dignidade, identidade e pertencimento a quem cresceu longe da família. Cada lembrança registrada é um passo na construção de um futuro mais humano e acolhedor”, destacou Nissandra. O projeto segue agora para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado em plenário.
