
A busca por remédios para dormir sem receita médica tem aumentado no Brasil e acendido um alerta entre profissionais da saúde. Especialistas afirmam que a prática de se automedicar, muitas vezes para lidar com ansiedade e insônia, pode trazer consequências graves, incluindo o risco de dependência química, além de mascarar problemas emocionais ou psicológicos que exigem tratamento específico. De acordo com dados oficiais, a automedicação está relacionada a mais de 20 mil mortes por ano no país, um número alarmante que reforça a gravidade da questão.
A psicóloga do Sindicato Sintrascoopa, Graciela Lopes, destaca que o uso de medicamentos para dormir deve ser feito apenas sob orientação adequada. “Quando usado corretamente e com orientação, é extremamente útil, proporcionando alívio para quem sofre com distúrbios do sono, ajudando a restabelecer uma rotina saudável e funcional, melhorando a qualidade de vida. No entanto, o uso inadequado e indiscriminado pode levar à dependência e, além disso, vai mascarar problemas emocionais ou psicológicos que são frequentemente subjacentes à insônia, como por exemplo ansiedade e depressão”, explica Graciela.
Segundo especialistas, distúrbios do sono estão muitas vezes associados a fatores como estresse, hábitos inadequados, depressão ou transtornos de ansiedade. Ao recorrer a remédios sem prescrição, pacientes podem até encontrar um alívio imediato, mas deixam de tratar as causas reais do problema.
As autoridades de saúde alertam ainda que a automedicação não se restringe apenas aos remédios para dormir. Analgésicos, antibióticos e anti-inflamatórios também figuram entre os medicamentos mais usados sem prescrição, o que aumenta o risco de efeitos adversos e complicações.
Nesse contexto, profissionais reforçam a importância da conscientização da população e do acompanhamento médico adequado. Para quem enfrenta dificuldades persistentes de sono, a recomendação é clara: buscar ajuda profissional antes de recorrer a soluções por conta própria que podem comprometer a saúde e até colocar a vida em risco.
