
A vereadora de Toledo, professora Marli (MDB), usou as redes sociais nesta semana para alertar a população sobre a decisão do Tribunal de Serviço de Utilidade (TSU) que confirma a instalação de praças de pedágio na região Oeste do Paraná, com início previsto para 2026. Em vídeo gravado às margens da rodovia, a parlamentar detalhou a medida e manifestou preocupação com os impactos para a população.
“Foi liberado o pedágio entre Toledo e Cascavel. A partir de 2026, todas as rodovias da região Oeste estarão pedagiadas”, afirmou. A vereadora destacou que o trecho entre Toledo e Cascavel, de cerca de 40 km, será coberto por uma praça de pedágio na BR-467, na região de Sede Alvorada, pertencente ao chamado lote 5. Também serão afetadas as rodovias BR-158, BR-163, BR-369 e PR-317, abrangendo trechos entre Marechal Cândido Rondon, Toledo e Guaíra — somando cerca de 430 km.
Marli reconheceu a necessidade de manutenção e investimentos nas estradas, mas criticou os valores estimados para as tarifas. “Pela quilometragem, vai ficar muito caro. Concordo com a necessidade do pedágio, mas não com os valores que estão sendo propostos”, disse. Ela ainda cobrou mais discussão sobre os impactos sociais e econômicos da medida.
A vereadora chamou atenção para trabalhadores e estudantes que se deslocam diariamente entre as cidades, além de pacientes que utilizam serviços de saúde regionalizados. “Temos muitas pessoas que moram em uma cidade e trabalham ou estudam em outra. E também quem precisa ir até Cascavel para tratamento médico. Os custos disso tudo vão aumentar”, destacou.
Outro ponto levantado por Marli foi o impacto sobre o agronegócio e o setor de transportes. “Empresas de transporte terrestre que fazem esse percurso quase todos os dias terão um custo adicional, e isso será repassado ao consumidor. Mais uma vez, quem vai pagar a conta somos nós, moradores da região”, concluiu.
A vereadora defende que o tema seja amplamente discutido com a sociedade, antes da efetiva implantação das praças de pedágio. O vídeo teve ampla repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a concessão das rodovias no Oeste do Paraná.
