A Polícia Civil do Paraná prendeu, nesta quarta-feira (11), um homem suspeito de atear fogo em uma vegetação em um terreno baldio em Cascavel, no Oeste do Paraná. A prisão integra as ações da força-tarefa do Estado para combater incêndios ambientais e responsabilizar os envolvidos nesses crimes.
O incêndio ocorreu na terça-feira (10) e foi registrado por câmeras de segurança, que flagraram o momento em que o homem iniciou a queimada. Após denúncias de moradores que avistaram o fogo e a fumaça, a polícia conseguiu localizar e prender o suspeito no dia seguinte.
“Ele foi preso em flagrante por provocar incêndio em florestas ou outras formas de vegetação. Precisamos agir com rigor, especialmente neste momento de baixa umidade e altas temperaturas, que aumenta o risco de incêndios e eleva a poluição do ar, podendo afetar propriedades vizinhas”, destacou o delegado Diego Ribeiro Martins, do Grupo de Diligências Especiais de Cascavel.
Embora os bombeiros tenham sido acionados, as chamas foram contidas por moradores antes da chegada da equipe ao local. Mesmo assim, a fumaça se espalhou rapidamente, prejudicando a qualidade do ar na região.
Fundo de emergência e novas medidas do governo
Com a situação de estiagem agravada no Estado, o governo do Paraná disponibilizou um fundo de R$ 5 milhões para apoiar municípios em estado de emergência. Provocar incêndios em vegetações é considerado crime ambiental, com pena de até quatro anos de prisão. O suspeito, preso em flagrante, permanece detido e foi encaminhado à Polícia Penal.
O delegado reforçou a importância da conscientização da população sobre os riscos das queimadas, além de destacar a necessidade de colaboração por meio de denúncias. "É fundamental que as pessoas entendam o perigo das queimadas nesse período e nos ajudem denunciando esses incidentes, para que possamos atuar rapidamente", afirmou.
Estado de alerta para incêndios ambientais
O Paraná enfrenta um período crítico, com risco elevado de incêndios ambientais. Segundo o Simepar, até o dia 15 de setembro, o Estado continuará registrando baixos índices de umidade do ar e temperaturas acima da média. Em resposta, o governo decretou estado de emergência por estiagem no início do mês e destinou R$ 24 milhões para ações de combate a incêndios florestais.
Entre as medidas estão a contratação de aeronaves especializadas, a formação de brigadistas, a compra de equipamentos como abafadores e sopradores, e a contratação de caminhões-pipa. Além disso, o Instituto Água e Terra (IAT) suspendeu, por 90 dias, qualquer queima controlada para atividades agrícolas no Paraná, incluindo o uso do fogo na despalha de cana-de-açúcar.
Recomendações do Corpo de Bombeiros
Diante das condições adversas, o Corpo de Bombeiros orienta a população a adotar medidas preventivas para evitar incêndios. "Todos podem ajudar nesse período crítico. As principais recomendações incluem não utilizar fogo para limpeza de terrenos, não queimar lixo, não soltar balões e destinar corretamente material vegetal, evitando a formação de montes de folhas e galhos", explicou a capitã Luisiana Guimarães Cavalca, porta-voz do Corpo de Bombeiros.
Além do risco de incêndios, o clima seco afeta a saúde respiratória, agravando condições como asma e bronquite devido à desidratação e irritação das vias aéreas. Por isso, é essencial manter-se hidratado durante esse período de seca.
