A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Polícia de Palotina, concluiu o inquérito que investigou um grave atropelamento múltiplo ocorrido no dia 28 de fevereiro de 2026, no bairro Santa Terezinha. A informação foi divulgada nesta terça-feira (10) pelo delegado responsável pelo caso, Dr. Laercio Rodrigues, por meio de nota oficial à imprensa.
De acordo com a Polícia Civil, após a realização de diligências e coleta de provas, o relatório final da investigação foi encaminhado ao Poder Judiciário. Com base nos elementos reunidos no inquérito, o Ministério Público do Paraná (MPPR) apresentou denúncia formal contra o investigado no dia 10 de março de 2026.
Segundo as investigações, o indiciado Telmo Mota Silva, de 46 anos, conduzia um veículo VW/Gol sob influência de álcool e em alta velocidade quando teria direcionado o automóvel contra um grupo de pessoas que estava em frente ao estabelecimento Recanto do Chopp, no bairro Santa Terezinha. Após o atropelamento, o motorista fugiu do local sem prestar socorro às vítimas.
O atropelamento resultou na morte de duas pessoas. Lucines de Oliveira morreu ainda no local do acidente, enquanto Sedeni Francisco Cavalheiro faleceu no dia 6 de março, no Hospital Bom Jesus, em Toledo, em decorrência dos ferimentos.
Outras duas pessoas também foram atingidas e sobreviveram ao atropelamento. Francisco Eufrauzino das Chagas e Valdenice Balduino Pires sofreram lesões e receberam atendimento médico.
Conforme a Polícia Civil, o acusado foi denunciado por dois crimes de homicídio qualificado consumado, dois homicídios qualificados tentados e quatro crimes de omissão de socorro, em concurso formal, conforme previsto no Código Penal e no Código de Trânsito Brasileiro.
Caso haja condenação com aplicação das penas máximas previstas, a soma das penas pode ultrapassar 60 anos de reclusão. No entanto, a legislação brasileira estabelece limite de 40 anos para o cumprimento efetivo de pena.
O réu permanece preso preventivamente e está custodiado na Cadeia Pública de Assis Chateaubriand. O Ministério Público também solicitou à Justiça a fixação de indenização mínima de 10 salários-mínimos para as famílias das vítimas fatais e de 5 salários-mínimos para cada uma das vítimas sobreviventes.

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