Com a chegada do período de veraneio e das festas de fim de ano, a procura por hospedagens em cidades turísticas aumenta significativamente. Aproveitando esse cenário, criminosos têm intensificado a aplicação do chamado “golpe do aluguel”, utilizando anúncios falsos de imóveis para enganar consumidores. O alerta é da Polícia Civil do Paraná (PCPR).
De acordo com a PCPR, os estelionatários costumam anunciar imóveis com valores muito abaixo do praticado no mercado para atrair vítimas. Para dar aparência de veracidade, os golpistas criam anúncios duplicados, copiando fotos e descrições reais de imóveis já anunciados em outras plataformas e republicando o conteúdo em sites ou redes sociais diferentes.
Entre os principais sinais de alerta estão preços incompatíveis com o mercado, pedidos de pagamento fora de plataformas conhecidas e perfis recém-criados ou sem avaliações. Esses golpes são recorrentes em grupos de redes sociais e sites de anúncios como Facebook, OLX e WhatsApp, ambientes que possuem menor controle de identidade dos anunciantes.
O delegado da PCPR, Thiago Andrade, explica que o golpe geralmente se concretiza quando o criminoso convence a vítima a sair da plataforma oficial para negociar por outro meio, prática que deve ser evitada. “Nunca se deve concluir a negociação fora do ambiente seguro da plataforma”, orienta.
Antes de efetuar qualquer pagamento, a recomendação é verificar a autenticidade do anúncio. O consumidor deve conferir as avaliações do perfil, realizar uma busca reversa das imagens no Google e confirmar se o nome do titular da conta Pix corresponde ao nome do anunciante. Também é fundamental desconfiar de pedidos de urgência para pagamento ou fechamento rápido da reserva, estratégia comum de engenharia social usada para pressionar a vítima.
“A pressa é o maior aliado do golpista. Planeje com antecedência, verifique a procedência do imóvel e nunca saia do ambiente seguro da plataforma oficial. Golpe não tem ‘rosto’, tem método, e ele sempre se repete”, ressalta o delegado.
Caso o consumidor perceba que foi vítima de golpe, a orientação é registrar um boletim de ocorrência o quanto antes, presencialmente na delegacia mais próxima ou de forma online, pelo site da PCPR. O registro digital é rápido e evita deslocamentos desnecessários. É essencial anexar provas no momento do registro, como comprovantes de pagamento, capturas de tela dos anúncios, chaves Pix utilizadas, conversas e dados bancários do golpista, informações que auxiliam na investigação.
A Polícia Civil reforça que o ideal é realizar reservas apenas por meio de plataformas reconhecidas, que intermediam os pagamentos e mantêm o histórico das conversas entre as partes. Em situações em que a hospedagem é verdadeira, mas ocorrem abusos, como mudança de endereço, cancelamento de última hora ou cobranças extras indevidas, o consumidor deve registrar reclamação no Procon e na plataforma utilizada, sempre guardando todas as provas da negociação.
