
A Polícia Federal (PF) prendeu nesta sexta-feira (12) Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti, acusados de operar um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas. As prisões foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo as investigações, o “Careca do INSS” atuava como intermediário entre sindicatos e associações, recebendo valores debitados indevidamente de aposentados e pensionistas e repassando parte a servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), familiares e empresas ligadas a eles. De acordo com a PF, pessoas físicas e jurídicas ligadas a ele receberam R$ 53,5 milhões das entidades ou por meio de suas empresas.
Na ação desta sexta-feira, foram apreendidos uma Ferrari F8 avaliada em mais de R$ 4 milhões, uma réplica da McLaren MP4/8 — carro utilizado por Ayrton Senna na Fórmula 1 de 1993 —, além de dinheiro, relógios, móveis de luxo, quadros, esculturas e armas. Até o momento da publicação, a PF não havia informado a quem pertenciam os itens.
Advogado é alvo de buscas
A operação também cumpriu mandado de busca e apreensão contra o advogado Nelson Wilians. O motivo seriam movimentações financeiras consideradas suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontou transações de R$ 4,3 bilhões entre 2019 e 2023 relacionadas ao escritório de Wilians. A investigação apura ainda sua ligação com Camisotti, preso na mesma operação.
O que dizem as defesas
A defesa de Maurício Camisotti afirmou que não há motivo para a prisão do empresário e criticou a forma da abordagem, alegando violação de garantias constitucionais. Os advogados disseram que adotarão medidas legais para reverter a decisão.
Já a defesa de Nelson Wilians informou que o advogado tem colaborado integralmente com as autoridades e que a relação com Camisotti é estritamente profissional. Ele negou irregularidades e disse que as movimentações financeiras referem-se a transações lícitas, incluindo a compra de um terreno. As investigações seguem em andamento sob supervisão do STF.




