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Terça-feira, 04 de Agosto 2026
PF inclui pastor Silas Malafaia em inquérito sobre suposto plano de golpe
Policial

PF inclui pastor Silas Malafaia em inquérito sobre suposto plano de golpe

Pastor se junta a Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo como alvo de apuração no STF; ele nega irregularidades, critica “vazamento” e afirma não ter medo de prisão

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A Polícia Federal incluiu o pastor Silas Malafaia no inquérito que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo por tentativa de obstrução do processo sobre o suposto plano de golpe de Estado.

A informação foi divulgada na noite desta quinta-feira (14) pela GloboNews. O inquérito é relatado pelo ministro Alexandre de Moraes e tramita em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF). À Gazeta do Povo, o pastor disse não ter sido notificado oficialmente que estaria sendo investigado e criticou o “vazamento” do caso para a emissora de TV.

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“Eu não recebi notificação nenhuma. Isso é uma vergonha. A Polícia Federal vaza [a investigação] para a Globo. Que país é esse? É a prova cabal de que esses quatro anos que eu venho denunciando os crimes de Alexandre de Moraes, que ele promove perseguição política. Agora, chegou a minha vez”, afirmou Malafaia.

A investigação foi aberta em maio para apurar a atuação de Eduardo contra autoridades brasileiras nos Estados Unidos e a suposta tentativa de obstrução do processo do golpe. “Essa farsa de golpe. Nós estamos a caminho da venezuelização. O Estado Democrático de Direito sendo jogado na lata do lixo. Em que lugar da Constituição é proibido criticar ministros do STF ou autoridades?”, questionou Malafaia em áudio enviado à reportagem.

O pastor foi o responsável pela organização da manifestação em apoio a Bolsonaro realizada no dia 3 de agosto. No dia seguinte, Moraes decretou a prisão domiciliar do ex-presidente em meio à escalada da crise entre o governo de Donald Trump e o Brasil. O ministro alegou que Bolsonaro teria descumprido medidas cautelares por cumprimentar, por meio de videochamada, os manifestantes que participavam do ato em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Eduardo, Figueiredo, Bolsonaro e, agora, Malafaia são investigados pelos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O pastor disse não ter medo de prisão ou de “polícia política” e prometeu “ir para cima”.

“Não tenho medo desses caras. Escolheram o cara errado. Eu vou para cima. Não tenho medo deles, não tenho medo de prisão, não tenho medo de polícia política. Vamos ver, vamos seguir em frente. É uma prova do que está acontecendo no Brasil”, ressaltou.

Após a divulgação da notícia pela GloboNews, Eduardo apontou que Moraes “segue dobrando a aposta”. “Estava demorando. Como previmos, Moraes segue dobrando a aposta. Desta vez para cima do Pastor Silas Malafaia. Qual crime teria o pastor cometido? Convidado os brasileiros para estarem pacificamente nas ruas se manifestando, só pode ser. O Brasil já virou uma Venezuela”, afirmou o deputado no X.

FONTE/CRÉDITOS: https://www.gazetadopovo.com.br/
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): EFE/Sebastiao Moreira
Redação MegaZine

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