
Na última quinta-feira (13), a Polícia Civil deu um passo importante na luta contra a violência doméstica ao cumprir um mandado de prisão preventiva contra um homem suspeito de cometer atos horrendos contra sua enteada de apenas 16 anos. O crime, que chocou a comunidade de Luziânia, Goiás, no Entorno do Distrito Federal, envolveu não apenas abuso sexual, mas também tortura, com o uso de uma faca para ameaçar a jovem durante os ataques.
A investigação teve início após a mãe da vítima denunciar o caso, isso foi possível porque a sua filha compartilhou os momentos de terror que viveu nas mãos do agressor. Segundo o relato da adolescente, o homem, visivelmente embriagado ou sob efeito de drogas, invadiu a residência, tomou seu celular e, em um ato de violência extrema, a forçou a ir para o quarto com uma faca em mãos. A jovem, que estava segurando seu bebê de apenas um ano, foi obrigada a se posicionar de costas, enquanto o agressor a ameaçava com a lâmina, passando-a repetidamente sobre seu corpo.
O depoimento da vítima revelou a gravidade da situação, onde o criminoso não hesitou em cometer múltiplos abusos sexuais. Diante da seriedade do caso, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Luziânia, iniciou uma investigação minuciosa, que culminou na decretação da prisão preventiva do autor. No entanto, ao perceber que estava sendo investigado, o homem fugiu, tornando-se foragido da Justiça.
Após meses de diligências e esforços da DPCA, o suspeito foi finalmente localizado e preso. Ele foi submetido a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e agora se encontra à disposição do Poder Judiciário. A PCGO informou que ele responderá pelos crimes de estupro, tortura e ameaça, podendo enfrentar uma pena de mais de 20 anos de reclusão.
A autoridade policial enfatiza a importância da denúncia como um meio fundamental para proteger crianças e adolescentes, além de garantir que agressores sejam responsabilizados por seus atos. Este caso serve como um lembrete da necessidade de vigilância e apoio àqueles que sofrem em silêncio, reforçando que a justiça pode e deve ser feita.
