Na noite de quarta-feira, o furacão Milton tocou o solo da Flórida com ventos de até 205 km/h, causando estragos significativos. Pelo menos 12 pessoas perderam a vida, e mais de 3,5 milhões de imóveis ficaram sem energia elétrica. Já na manhã de quinta-feira, o furacão seguiu em direção ao Oceano Atlântico, deixando a Flórida em estado de calamidade.
A tempestade, uma das mais poderosas da temporada, provocou inundações em bairros inteiros, destruiu casas e veículos, e até arrancou o teto de um estádio. Em Tampa, uma das cidades mais afetadas, os moradores ainda se recuperavam dos danos causados pelo furacão Helene, que há duas semanas devastou seis estados e resultou em mais de 200 mortes.
Chase Pierce, de 25 anos, morador de St. Petersburg, relatou a cena de destruição: “Abriu nossos olhos para o que a Mãe Natureza pode fazer. Vimos transformadores explodirem, faíscas voarem, e uma linha de energia cair no nosso quintal.” Pierce e sua namorada assistiram, impotentes, aos estragos causados pelo furacão.
Apesar da força do Milton, o pior cenário foi evitado. A tempestade desacelerou à medida que avançava para o continente, sendo reclassificada de categoria 5 para 1 durante a quinta-feira. Ainda assim, o impacto econômico deve ser imenso, com estimativas de que o desastre gerará perdas entre US$ 60 bilhões e US$ 100 bilhões para as seguradoras, tornando o Milton um dos furacões mais custosos da história dos EUA.
Atualmente, mais de 9 mil agentes da Guarda Nacional estão envolvidos nas operações de resgate, e o estado permanece sob alerta. Autoridades recomendam que os moradores aguardem orientações oficiais antes de retornar às suas casas. O furacão, agora enfraquecido, deve se transformar em uma tempestade tropical ao seguir para o Oceano Atlântico nas próximas horas.
A limpeza e reconstrução das áreas atingidas podem levar semanas ou até meses, enquanto a Flórida tenta se reerguer após mais um ataque devastador da natureza.
