Brasília viveu momentos de tensão na noite de hoje, quando duas explosões ocorreram em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), interrompendo sessões no Congresso e alarmando a capital federal. O incidente, que resultou na morte de uma pessoa, ocorreu por volta das 19h50, em um momento em que ainda havia intensa movimentação política no centro do poder.
Testemunhas relatam que um homem teria lançado duas bombas contra a estátua da Justiça, símbolo da Corte. Uma das bombas, no entanto, teria retornado em sua direção, provocando a explosão fatal. A vítima seria Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, natural de Santa Catarina, que havia anunciado o ato horas antes em suas redes sociais. Um veículo registrado em seu nome também explodiu no local, reforçando a suspeita de sua autoria.
As explosões causaram grande impacto, interrompendo de imediato as atividades no Senado e na Câmara dos Deputados, que suspenderam suas sessões. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia deixado o Palácio do Planalto e não se encontrava nas proximidades.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse em Baku, no Azerbaijão, onde participa da 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), que as explosões na Praça dos Três Poderes, em Brasília, ocorridas na noite dessa quarta-feira (13), são graves e devem ser apuradas com extremo rigor.
“Triste e grave. Triste pela perda de vida e grave por ser um atentado a uma instituição da República, a um poder da República, que deve ser apurado com extrema rapidez e extremo rigor. E é isso que acredito que os órgãos de segurança o farão”, afirmou.
Para Alckmin, as explosões foram uma manifestação isolada e não representam ameaça de novos ataques como os que ocorreram no dia 8 de janeiro de 2023. ”É permanente o trabalho no sentido de reduzir essa violência, esses atos absurdos. que comprometem a paz, a democracia, comprometem a segurança. Mas nós temos instituições sólidas e a apuração será rigorosa”, reforçou.
A vice-governadora do Distrito Federal pronunciou-se sobre o ocorrido por volta das 22h, mas, em respeito ao protocolo e à necessidade de confirmação formal, não divulgou oficialmente a identidade da vítima, aguardando o laudo do Instituto Médico Legal (IML).
O ataque ocorre a poucos dias da cúpula do G20, que reunirá diversas autoridades internacionais em Brasília, entre elas o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, cuja chegada está prevista para a próxima segunda-feira.
