
No último domingo de janeiro, é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase, uma data que visa aumentar a conscientização sobre essa doença ainda presente em diversas partes do mundo. A hanseníase é provocada pelo agente causador Micobacterium leprae e afeta a pele e os nervos, podendo resultar em incapacidades físicas permanentes, especialmente nas mãos, pés e olhos.

O Brasil ocupa a alarmante posição de segundo país com mais casos de hanseníase no mundo, ficando atrás apenas da Índia. Anualmente, são registrados cerca de 30 mil novos casos no país, abrangendo tanto adultos quanto crianças. Apesar de ser uma enfermidade antiga, com registros que datam de 600 anos antes de Cristo, a hanseníase continua a ser uma preocupação significativa para as autoridades de saúde pública.

Em Terra Roxa, a secretária de Saúde, Fernanda Martins, destacou que a equipe da Secretaria Municipal de Saúde, através da Vigilância Epidemiológica, está empenhada em orientar a população sobre os sinais e sintomas da doença. Na próxima semana, as equipes das Unidades Básicas de Saúde – UBS, vão realizar abordagens nas salas de espera, informando os usuários do Serviço de Saúde sobre a importância da identificação precoce dos sinais da hanseníase.

Os principais sintomas da hanseníase incluem:
- Manchas (brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas) e/ou áreas da pele com alteração da sensibilidade térmica (calor e frio), dolorosa (dor) ou tátil (tato);
- Comprometimento de nervos periféricos, geralmente com espessamento, associado a alterações sensitivas, motoras e/ou autonômicas;
- Áreas com diminuição dos pelos e suor;
- Sensação de formigamento e/ou fisgadas, especialmente nas mãos e pés;
- Diminuição ou ausência da sensibilidade e/ou força muscular no rosto, mãos e/ou pés;
- Caroços (nódulos) no corpo, que podem ser avermelhados e dolorosos em alguns casos.

Fernanda Martins enfatiza a importância da identificação precoce para o tratamento e controle da doença. “Ao aparecer qualquer sintomas, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima para avaliação e, se for o caso, iniciar o tratamento o mais breve possível”, alertou Fernanda. A data é uma oportunidade não apenas para conscientizar a população sobre a hanseníase, mas também para desmistificar a doença, combatendo o estigma que ainda a envolve. A prevenção e o tratamento adequado são essenciais para garantir a saúde e o bem-estar de todos.

