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Terça-feira, 12 de Maio 2026
Centrais sindicais repudiam tarifa de 50% dos EUA sobre exportações brasileiras
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Centrais sindicais repudiam tarifa de 50% dos EUA sobre exportações brasileiras

Entidades acusam governo Trump de ataque à soberania nacional e alertam para impactos econômicos e sociais da medida intervencionista

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As principais centrais sindicais do Brasil divulgaram uma nota conjunta nesta quinta-feira (10), em repúdio à imposição de uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras anunciada pelo governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump. A medida foi classificada pelas entidades como um ataque à soberania nacional e um gesto hostil com graves consequências para a economia e o mercado de trabalho.

Assinam o documento os presidentes da CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, Intersindical e Pública. As entidades acusam o governo norte-americano de agir de forma intervencionista e politicamente motivada, citando como estopim as decisões recentes do Supremo Tribunal Federal envolvendo empresas dos Estados Unidos com atuação no Brasil.

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“A medida intempestiva, que remete à memória sombria da participação dos EUA no golpe de 1964, é uma reação hostil e alinhada com o bolsonarismo, que segue estimulando grupos de extrema-direita contra os interesses do país”, diz a nota. As centrais alertam para os efeitos da sobretaxa no cenário nacional: aumento do desemprego, risco de fechamento de empresas, inflação e instabilidade cambial. Destacam também que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos remonta a mais de dois séculos, o que torna a decisão ainda mais grave.

Em resposta, as entidades apoiaram a postura do governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a aprovação da Lei da Reciprocidade Econômica, que autoriza medidas equivalentes contra países que adotarem sanções comerciais unilaterais ao Brasil. O documento ainda defende a cassação do mandato do deputado federal Eduardo Bolsonaro, acusado de fomentar sanções contra o próprio país enquanto vive no exterior. “Isso configura crime de lesa-pátria”, afirmam os sindicalistas.

Por fim, as centrais reforçam o compromisso com a democracia, os direitos dos trabalhadores e a soberania do Brasil. “O Brasil é dos brasileiros — e somente ao povo, por meio de suas instituições, cabe decidir os rumos do país.”

Veja a nota das centrais na integra:

Em defesa da soberania nacional e contra

taxação intervencionista dos EUA

Nós, das centrais sindicais brasileiras, representantes de trabalhadoras e trabalhadores de diversos setores da economia, repudiamos o “tarifaço” de 50% sobre as exportações brasileiras, anunciado pelo governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump.

Essa medida intempestiva, que remete à memória sombria da participação dos EUA no golpe 1964, não passa de uma reação hostil às decisões do Supremo Tribunal Federal envolvendo empresas estadunidenses que atuam no Brasil. Trata-se, ainda, de um conluio com o bolsonarismo, que insiste em alimentar polarizações e estimular grupos de extrema-direita a traírem os interesses nacionais.

Alertamos para os impactos devastadores que a sobretaxa pode causar à economia e à classe trabalhadora. Um aumento abrupto de 50% nas tarifas sobre nossas exportações — vindas de um país com o qual mantemos mais de 200 anos de relações comerciais — ameaça diretamente a indústria, o agronegócio e diversos setores produtivos, com risco real de demissões em massa, fechamento de empresas e agravamento do desemprego. A medida também tende a encarecer o custo da produção, pressionando a inflação e elevando o custo de vida. Há ainda o risco de instabilidade cambial.

Diante desse ataque à nossa soberania, apoiamos a resposta firme e altiva do governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e saudamos a recente aprovação da Lei da Reciprocidade Econômica. O governo deve utilizar todos os instrumentos legais para proteger nossa economia e o povo brasileiro.

É também necessário exigir a cassação do mandato do deputado federal Eduardo Bolsonaro que, mesmo abrigado no exterior e recebendo salários pagos pela população brasileira, agiu como um verdadeiro agente estrangeiro ao fomentar sanções contra o próprio país. Isso configura crime de lesa-pátria.

Ao mesmo tempo, defendemos que o Brasil preserve e fortaleça suas relações internacionais, buscando uma solução pacífica, multilateral e justa. Confiamos que o governo saberá equilibrar firmeza e diplomacia para impedir a escalada de uma crise provocada pelo autoritarismo de Donald Trump.

Reafirmamos, por fim, nosso compromisso inegociável com a soberania nacional, com a legitimidade das instituições democráticas e com os direitos da classe trabalhadora. O Brasil é dos brasileiros — e somente ao povo, por meio de suas instituições, cabe decidir os rumos do país.

Pela soberania nacional, pela democracia e pelo emprego!

Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)

Miguel Torres, presidente da Força Sindical

Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)

Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)

Moacyr Tesch Auersvald, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)

Nilza Pereira de Almeida, secretária geral da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora

José Gozze, presidente da Pública, Central do Servidor

FONTE/CRÉDITOS: Megazine News
Redação MegaZine

Publicado por:

Redação MegaZine

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